Blogue de opinião e divulgação.
Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
Tem o capitalismo resposta para a crise?

 

Digo capitalismo e não "economia de mercado", como é uso agora dizer-se, porque essa mudança de nome que fizeram ao capitalismo é "uma fraude não completamente inocente", Galbraith, John Kenneth.
E a questão é saber se será possível ultrapassar a crise actual com as medidas de política económica que os governos estão a adoptar?
Ou, por outras palavras, a política económica tem solução para a crise?
As respostas poderão ser diversas. Talvez a mais certa seja: não se sabe.
Há pelo menos um exemplo histórico em que a política económica foi incapaz de responder ao que dela se esperava.
Trata-se da grande crise de 1929 e da profunda depressão que se seguiu.
Não foram as medidas económicas, então adoptadas, que retiraram o mundo da crise.
Esta só foi vencida com o desencadear da II Guerra Mundial, em 1939...
 


publicado por codigo430 às 00:50
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2 comentários:
De Zé da Burra o Alentejano a 10 de Fevereiro de 2009 às 15:44
A Globalização, tal como foi concebida, vai fazer regredir um século os países que tinham atingido um nível social mais humanizado. As grandes companhias conseguiram impô-la e a actual crise não é apenas uma crise criada pela especulação bolsista americana e pela não fiscalização das reservas de segurança da generalidade dos bancos e dos fluxos monetários com destino aos paraísos fiscais onde depois se perde o rasto do dinheiro. Os bancos e as grandes companhias visavam a obtenção de maiores lucros. Os primeiros procuravam a liberdade total para fazerem o que muito bem entendessem ao dinheiro que lhes era confiado; os segundos pretendiam aproveitar-se dos baixos custos de produção no extremo oriente em virtude dos baixos salários e da inexistência de obrigações sociais. O resultado está à vista: o descalabro bolsista e bancário, a falência de bancos e a necessidade de corte nas produções industriais das empresas, mesmo das que se mudaram para a China, a Tailândia e outros, porque as produções se destinavam sobretudo à exportação para o ocidente e para as populações com maior poder de compra agora em rápido declínio, fruto da globalização criada. Mas a crise nesses países representa reduzir a taxa de crescimento de 20% para 7%. Ao aderirem ao desafio desta globalização, os países ocidentais e da União Europeia prometeram ao seus cidadãos que as suas economias se tornariam mais robustas e competitivas e não exigiram aos países do oriente que prestassem às suas populações mais e melhores condições sociais: regras laborais justas, melhores salários, menos horas e menos dias de trabalho, férias anuais pagas, assistência na infância, na saúde e na velhice para poderem aceder livremente aos mercados ocidentais. Não! o ocidente optou simplesmente por abrir as portas à importação desses países sem que essas condições fossem satisfeitas, criando assim uma concorrência desleal e “selvagem” da qual o ocidente nunca poderá ganhar. A única solução será a de nivelar as condições sociais dos trabalhadores ocidentais pelas desses países e que são miseráveis (crianças chegam a ser vendidas pelos próprios pais para servirem de escravos). O ocidente franqueou as suas portas a países que estão em rápido desenvolvimento tecnológico com custos de mão de obra insignificantes e sem comprometimento com a defesa do ambiente, com tecnologias altamente poluidoras e mais baratas.
Estamos a assistir neste momento a uma tentativa desesperada de resistir a uma guerra perdida, nivelamento por baixo as condições sociais dos trabalhadores ocidentais. Daí a revolta que se observa nos vários países da UE. Mas será que os trabalhadores ocidentais vão aceitar trabalhar a troco de dois ou três quilos de arroz por dia, sem direito a descanso semanal, férias, reforma na velhice, etc...? Não! O resultado será um lento definhar em direcção ao caos e enquanto umas empresas fecham portas para sempre, outras se deslocam para a China ou para Índia para não serem sufocadas pela concorrência desleal, mas, até mesmo essas terão que reduzir a sua produção porque os ocidentais estão a perder rapidamente poder de compra. Entretanto, no ocidente a indigência, a marginalidade e o crime mais ou menos violento irão crescer e atingir níveis inimagináveis, apenas vistos em filmes de ficção ou referidos nos escritos bíblicos do apocalipse. Espera-nos a "Idade do Declínio Ocidental”, da qual restarão alguns poucos privilegiados, protegidos por alta segurança, enquanto a maioria se afunda no caos: desaparecerá a chamada classe média e de remediados. Haveria que recuar mas não creio que seja ainda possível.



De codigo430 a 10 de Fevereiro de 2009 às 19:56
Tem toda a razão. Os problemas são muito complexos, As perspectivas não são boas. Esperemos que pela acção dos povos e dos governos que escolherem seja possível encontrar soluções que permitam ultrapassar os receios de que faz eco.


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