Blogue de opinião e divulgação.

Domingo, 25 de Outubro de 2009
Portugal é o país mais desigual da Europa e o quinto no mundo

 

O coeficiente de Gini que o PNUD atribuiu a Portugal é de 38,5 (numa escala em que zero representa a igualdade absoluta e 100 a desigualdade absoluta).

 

O PNUD afirma que os 10% mais pobres da população portuguêsa detêm apenas 2% do rendimento nacional, ao passo que os 10% mais ricos detêm 29,8% do mesmo.

Ver: resistir.info e Yahoo Finance
 
Ler artigo de Eugénio Rosa
Portugal confirma-se como um país de enorme desigualdade. Agora é a OCDE a dizê-lo.
 


publicado por codigo430 às 21:44
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 13 de Outubro de 2009
Empresas tiram pouco proveito de visitas oficiais

 

Estudo analisou os resultados para as empresas de 12 visitas de Estado entre 2005 e 2008

Os empresários portugueses não aproveitam as potencialidades das visitas oficiais organizadas pelo presidente da República e pelo primeiro-ministro, como estratégia para promover as exportações e a internacionalização das empresas.
Ler no JN
 


publicado por codigo430 às 00:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
O que é um vírus e outras questões

 

 

Ver em alta definição
 


publicado por codigo430 às 02:25
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 27 de Setembro de 2009
Em apenas um ano foram destruídos 234,9 mil empregos para trabalhadores com ensino básico ou menos e 115,2 mil para operários

 

Em apenas um ano foram destruídos 234,9 mil empregos para trabalhadores com ensino básico ou menos e 115,2 mil para operários

O INE acabou de divulgar as Estatísticas do Emprego do 2º Trimestre de 2009. E os media noticiaram com destaque que o desemprego em Portugal continuava a aumentar e tinha ultrapassado meio milhão, o que é dramático para centenas de milhares de famílias portuguesas que têm o trabalho como principal fonte de rendimento para viver.

[...] No entanto, o desemprego não está atingir de forma igual os trabalhadores de diferentes níveis de escolaridade No período compreendido entre o 2º Trim.2008 e o 2º Trim.2009, portanto num ano apenas, foram destruídos 234,9 mil empregos líquidos (276,6 mil se se considerar o período 2005/2009) que eram ocupados por trabalhadores com o ensino básico ou menos.

 

Durante o mesmo período o numero de empregos ocupados por trabalhadores com o ensino secundário aumentou em 48,9 mil, e com formação superior subiu em 34,1 mil

Continuar a ler o dr. Eugénio Rosa em resistir.info
 

Este estudo, naturalmente, pode ter várias leituras. O que para aqui nos interessa, neste momento, é sublinhar que a frequência e conclusão, seja do ensino secundário, seja do ensino superior dá uma maior garantia de obtenção e manutenção de emprego relativamente a níveis inferiores de escolaridade.

 

Ou seja, em palavras mais simples e contrariando um sentimento muito generalizado de que a escola não serve para nada, estudar ainda vale a pena.

 


publicado por codigo430 às 00:00
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 1 de Setembro de 2009
A ciência económica vai nua?

 

Esta crise é também um colapso teórico, uma falência de um modo de ver. A má teoria é um elemento central da crise

A teoria económica dominante é profundamente insensível à realidade. Constitui, em geral, uma abstracção desatenta e trata os acontecimentos difíceis como um problema que não é dela
João Ferreira do Amaral é professor do ISEG; Manuel Branco é professor da Universidade de Évora; Sandro Mendonça é professor do ISCTE; Carlos Pimenta é professor da Universidade do Porto e José Reis é professor da Universidade de Coimbra.
Artigo completo
 


publicado por codigo430 às 12:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
A Doutrina do Choque
Em A Doutrina do Choque, Naomi Klein põe um fim ao mito de que o mercado livre global triunfou democraticamente. Expondo o modo de pensar, o rasto do dinheiro e os fios de marioneta por detrás das crises e guerras mundiais das últimas quatro décadas, A Doutrina do Choque é a história absorvente de como as políticas de "mercado livre" da América têm vindo a dominar o mundo - através da exploração de povos e países em choque devido a inúmeros desastres.

Na conjuntura mais caótica da guerra civil do Iraque, é apresentada uma nova lei que permitiria à Shell e à BP reclamar para si as vastas reservas petrolíferas do país... Imediatamente a seguir ao 11 de Setembro, a administração Bush concessiona, sem alarido, a gestão da "Guerra Contra o Terror" à Halliburton e à Blackwater... Depois de um tsunami varrer as costas do sudeste asiático, as praias intocadas são leiloadas ao desbarato a resorts turísticos… Os residentes de Nova Orleães, espalhados pelo furacão Katrina, descobrem que as suas habitações sociais, os seus hospitais e as suas escolas jamais serão reabertas… Estes acontecimentos são exemplos da "doutrina de choque": o aproveitamento da desorientação pública no seguimento de enormes choques colectivos - guerras, ataques terroristas ou desastres naturais - para ganhar controlo impondo uma terapia de choque económica. Por vezes, quando os dois primeiros choques não são bem sucedidos em eliminar a resistência, é empregue um terceiro choque: o eléctrodo na cela da prisão ou a arma Taser nas ruas.

Baseado em investigações históricas inovadoras e em quatro anos de relatos no terreno em zonas de desastre, A Doutrina do Choque mostra de forma vívida que o capitalismo de desastre - a rápida reorganização corporativa de sociedades que tentam recuperar do choque - não começou com o 11 de Setembro de 2001. O livro traça um percurso das suas origens que nos leva há cinquenta anos atrás, à Universidade de Chicago sob o domínio de Milton Friedman, que produziu muitos dos principais pensadores neoconservadores e neoliberais cuja influência, nos nossos dias, ainda é profunda em Washington. São estabelecidas novas e surpreendentes ligações entre a política económica, a guerra de "choque e pavor" e as experiências secretas financiadas pela CIA em electrochoques e privação sensorial na década de 1950, pesquisa essa que ajudou a escrever os manuais de tortura usados hoje na Baía de Guantanamo.

A Doutrina do Choque segue a aplicação destas ideias através da nossa história contemporânea, mostrando em assombroso detalhe a forma como eventos do conhecimento geral têm sido palcos activos e deliberados para a doutrina do choque, contando-se entre eles: o golpe de estado de Pinochet no Chile em 1973, a Guerra das Malvinas em 1982, o massacre na Praça de Tiananmen em 1989, o colapso da União Soviética em 1991, a Crise Financeira Asiática em 1997 e o furacão Mitch em 1998.

 

 


publicado por codigo430 às 12:02
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009
É falso que o salário mensal na Administração Pública seja superior em 75% ao do sector privado como divulgaram os media

 

por Eugénio Rosa

Na semana de 13/17 de Julho de 2009, a Agência Lusa, e depois a maioria dos órgãos de comunicação, incluindo a TV, acabaram por colaborar numa gigantesca operação de manipulação da opinião pública. Para isso, foi utilizado um estudo divulgado no Boletim Económico – Verão de 2009 do Banco de Portugal, que, segundo os autores da noticia, provava que "os funcionários públicos auferem um salário mensal claramente acima dos seus congéneres do sector privado e o diferencial aumentou ao longo do tempo, passando de 50% em 1996 para quase 75% em 2005" Desta forma, ficava justificada a politica deste governo contra os "privilegiados" da Administração Pública (uma ajuda para a campanha eleitoral de Sócrates), por um lado, e, por outro lado, preparava-se já a opinião pública para que o futuro governo continuasse a reduzir as condições de vida destes trabalhadores. Uma análise objectiva de todo o estudo do Banco de Portugal, e não apenas de alguns dados retirados do seu contexto, revela que a notícia dada pelos media é falsa.
Na pág. 65 do referido estudo do Banco de Portugal encontra-se a passagem anterior que foi utilizada pelos media no seu ataque à Administração Pública. Mas logo a seguir, na pág. 66, do mesmo estudo chama-se a atenção que " Os diferenciais brutos que temos vindo a referir podem ser indicadores erróneos de desigualdade salarial, já que remunerações mais elevadas podem ser justificadas, por exemplo, por uma maior dotação de capital humano", ou seja, por uma maior escolaridade e qualificação. E logo na mesma página do estudo refere-se que "a proporção de funcionários públicos que reportam educação universitária ronda os 50% em 2005, enquanto no sector privado esta corresponde a pouco mais de 10%". Mas tudo isto foi ocultados pelos media.
Utilizando os valores dos rendimentos auferidos pelos trabalhadores por conta de outrem de acordo com o seu nível de escolaridade obtidos através do "Inquérito às despesas das famílias 2005/2008" realizado pelo INE, e tendo em conta a percentagem de trabalhadores no sector público e no sector privado em cada nível de escolaridade, conclui-se que só o efeito da escolaridade mais elevada que existe na Administração Pública, explica que o salário médio ponderado anual nesta seja superior em 58% ao do sector privado. Por outras palavras, devido ao facto de 50% dos trabalhadores da Administração Pública terem formação superior, enquanto no sector privado são apenas 10%, e como os trabalhadores com formação superior auferem, em média, um salário muito mais elevado do que aqueles que apenas possuem o ensino básico ou secundário, o salário médio ponderado na Administração Pública teria de ser superior em 58% ao do sector privado.
Mas as razões das diferenças salariais não resultam apenas do efeito escolaridade. Na pág. 68 do estudo reconhece-se "que a disparidade salarial bruta entre os dois sectores apresentada na última secção é largamente explicada pelas diferenças nas características da mão de obra". Assim, segundo o estudo divulgado pelo Banco de Portugal, devido a essas características verifica-se, "em termos do salário mensal, que a diferença passou de 10% em 1996, para 15% ou um pouco mais na década que se seguiu" (pág. 68), portanto valores muito inferiores aos 50% e 75% divulgados pelos media. E mesmo esta diferença 15% não corresponde à realidade.
Em 2006, o governo de Sócrates, contratou a CAPGEMINI , que é uma das maiores empresas do mundo de serviços de consultoria, para fazer um "Estudo Comparativo de Sistemas de Remuneração entre os Sectores Público e Privado". E as conclusões a que esta empresa chegou desagradaram o governo de tal forma que ele fez desaparecer o estudo apesar do seu elevado custo para o erário público (em 2006, na Assembleia da República, durante o debate do Orçamento do Estado, em que participamos, solicitamos ao ministro das Finanças que fornecesse o estudo aos deputados, o que ele recusou).
Segundo o estudo da CAPGEMINI, por categorias profissionais as remunerações dos trabalhadores da Administração Pública eram inferiores aos do sector privado nas seguintes percentagens:
Grupo técnico : entre -188% e -156%;
Grupo Técnico-profissional : entre -75% e -46%;
Grupo administrativo : entre -89% e -55%;
Grupo de auxiliares : entre -19% e - 27%;
Grupo de operários : entre -26% e -65%.
O estudo divulgado pelo Banco de Portugal apenas analisa por categorias profissionais um grupo de trabalhadores: os com formação superior. E, em relação a este grupo, chega a conclusões opostas às divulgadas pelos média.
Segundo o Banco de Portugal, o s salários destes trabalhadores eram em 2005, em média, inferiores aos do sector privado em -5,9% (quadro 4, pág. 76).
E há profissões em que a penalização é muito maior. Por ex., os salários dos trabalhadores de informática da Administração Pública eram inferiores aos do sector privado em -13,8%; os dos economistas em -18,6%; e os salários dos não especialistas em -9,3%.
Se a análise for feita para os trabalhadores do 3º Quartil, portanto os com formação superior e com qualificação mais elevada, a penalização sobe de -5,9%, referida anteriormente, para -25,9%. Portanto, os salários destes trabalhadores da Administração Pública são, em média, inferiores em -25,9% do sector privado segundo o próprio estudo do Banco de Portugal.
E no período 2005/2008, a desigualdade salarial agravou-se ainda mais, pois os salários na Função Pública aumentaram apenas 7,5%, enquanto os do sector privado subiram 13,5%. A questão que se coloca agora é esta: Terão os órgãos de comunicação que divulgaram aquela noticia falsa, manipulando assim a opinião pública, a honestidade de a corrigir informando com objectividade os seus leitores? Vamos ver.
[...] Existe um outro aspecto importante que foi também silenciado pelos órgãos de comunicação social nacionais. Durante muitos anos, a Administração Pública era o principal empregador de novos licenciados. Com o actual governo, a Administração Politica deixou de ser uma entidade criadora de emprego e passou a ser uma entidade que destrói emprego.
Como consequência, o número de jovens de licenciados no desemprego aumentou significativamente, o que determinou que o sector privado aproveite esse "excesso" de licenciados para baixar os salários pagos. Fala-se agora já de uma "geração de jovens licenciados de 500/600 euros por mês" (alguns até não ganham nada durante 4 a 6 meses em estágios fictícios) O próprio estudo do Banco de Portugal reconhece que devido ao "abrandamento do recrutamento por parte do sector público, as empresas passaram a ter de concorrer menos por estes trabalhadores e são susceptíveis de ter baixado o salário de entrada." (pág. 74) Mais uma consequência negativa para os jovens licenciados da politica deste governo.
Ler o artigo completo em resistir.info
 

 



publicado por codigo430 às 12:00
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
A alta velocidade em Portugal: sem viabilidade económica e financeira

 

por Eugénio Rosa

No dia 15/06/2009 realizou-se na Assembleia da República um colóquio parlamentar sobre a Alta Velocidade (AV) em que fomos convidados pela Comissão das Obras Públicas a fazer uma intervenção sobre a sua sustentabilidade económica e financeira.

 

São os aspectos mais importantes dessa intervenção que divulgamos neste estudo. Mas tão grave ou ainda mais do que a AV, é a continuação do investimento maciço em Auto-Estradas que só agrava a dependência do País ao exterior e a grave distorção do sistema de transportes assente fundamentalmente no rodoviário.

 

Mas disso ninguém fala. É estranho que só agora os "28 conceituados economistas", tenham descoberto que é necessário aprofundar os estudos dos grandes projectos, quando há bem pouco tempo muitos deles defendiam precisamente o contrário, e têm-se mantidos mudos sobre a continuação da construção de mais auto-estradas. Mas é melhor tarde do que nunca.

Artigo completo
 


publicado por codigo430 às 00:00
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Controlar las semillas es controlar a los pueblos

 

Con la excusa de contribuir al desarrollo del planeta, un pequeño grupo de empresas controlan a nivel mundial las semillas necesarias para la siembra. Con los transgénicos y sus patentes, tienen la llave de la cadena alimentaria. Mario R. Fernández de Alternativa Latinoamericana, ha investigado el tema.

-¿En qué consiste la industria de los agronegocios y qué se esconde tras esa supuesta labor de “contribuir al desarrollo en el mundo?

 

-En primer lugar, la industria de los agronegocios es una infraestructura productiva mundial de alimentos, controlada por unas pocas corporaciones privadas. Se basa en algo tan antiguo como la agricultura y la producción de alimentos, algo que forma parte del proceso de desarrollo de la humanidad que pasa de recolectora a domesticadora y productora de alimentos básicos para todos. Por eso se habla de la “privatización” de un bien que es común -“common,” en inglés-; una manera de apropiarse unos pocos, de algo que nos pertenece históricamente a toda la humanidad. Es transformar a la agricultura en “industria”.
Este gran negocio comienza en EEUU con los Hermanos Rockefeller y su idea de poner en marcha un proyecto de expansión mundial, de diversificación de sus negocios, de dominio, de poder y por supuesto de dinero. Son ellos los que ponen en marcha la denominada “Revolución Verde,” que comienza en los años 50 en México y que luego se completa con su otro proyecto, la llamada “Revolución Genética”.
Para ayudar a toda esta expansión, se ponen en marcha dos argumentos que poco a poco van tomando fuerza. Uno, problematizar el crecimiento de la población del mundo -una perspectiva que ya había empezado con Malthus-. Y por otro, la idea de que sólo un sistema de “libre mercado” podría asegurar el alimento a esa creciente población. Otras alternativas, como por ejemplo el comunismo, fueron directamente rechazadas por el mismo Rockefeller,  por su ineficacia para conseguir “alimentar al mundo.”  El argumento ideológico final era llegar a establecer una conexión entre los Rockefeller y el “desarrollo del mundo”.

-¿Quién controla hoy los alimentos y cómo?

 

-Fuera de las corporaciones que comercializan los alimentos, como Cargyll que se dedica a los granos, y los especuladores que operan en la Bolsa de valores, el control de los alimentos está realmente en manos de cuatro corporaciones. F. William Engdahl las llama “los cuatro jinetes del apocalipsis de los transgénicos” y son las siguientes: Monsanto Corporation, Du Pont Corporation y su Pioner Hi-Brend International, y Daw Agro Sciences -todas americanas-, y Syngenta, que es suiza. Estas corporaciones utilizan como su mayor arma los transgénicos, o semillas genéticamente modificadas.
El Congreso de los Estados Unidos concedió a estas corporaciones un derecho exclusivo de patente sobre estas semillas, y lo hizo supuestamente para proteger a estas semillas y evitar que fueran contaminadas con DNA (material genético) ajeno al del genoma de la planta -evitando que fueran transformadas o substancialmente alteradas-.

-¿Que papel juega en todo esto el “boom” de las semillas modificadas genéticamente?

 

-Estas “semillas modificadas,” ahora patentadas, son un producto que va al mercado. Las corporaciones dueñas de estas patentes usan estrategias para colocar su producto en el mercado mundial. Engdahl, en su libro “Semillas de destrucción”, explica tres fases estratégicas en la colocación de semillas modificadas genéticamente por parte de las grandes corporaciones. La primera es unirse a..., o comprar compañías locales de cierta importancia. La segunda es asegurarse de obtener patentes locales de técnicas de ingeniería genética sobre variedades, o bancos de semillas relevantes. Finalmente, tienen que vender sus semillas a los agricultores o campesinos, y al hacerlo les hacen firmar un compromiso por el cual no pueden quedarse con semillas de segunda generación sino que comprarán sus semillas para la próxima siembra a la corporación -algo que tendrán que hacer cada año a un elevado coste-. Estas estrategias son las legales, pero también utilizan tácticas ilegales para imponer las semillas genéticamente modificadas a los agricultores, campesinos o países. La coacción directa e indirecta para forzar la compra, o el contrabando, son algunas de ellas.

-¿Existen países que no hayan sucumbido a la “invasión” de los transgénicos?

 

-Probablemente sí, porque el mecanismo que estas corporaciones usan para introducir sus semillas transgénicas de alguna forma depende de la Organización Mundial de Comercio (OMC). Por lo que, es posible que no todos hayan sucumbido aún a los transgénicos. Pero es difícil saberlo a ciencia cierta. Por ejemplo en 2004, el 56% del poroto -brotes- de soja  y el 28% de algodón en el mundo, eran transgénicos. En el Tercer Mundo estas semillas se impusieron fundamentalmente por el nivel de vulnerabilidad que estos países tenían y por la complicidad de sus gobiernos y élites -como fue el caso de Argentina-. Pero en otros lugares se impusieron por la fuerza, como se aplicó en Iraq después la invasión, como parte de la terapia de shock económico.
Durante un tiempo la Unión Europea no permitió transgénicos por cuestiones científicas y de salud -se cuestionaban los efectos de estos alimentos sobre la población-;  pero en 2006 cambia de opinión. No es fácil saber cuántos transgénicos existen ni en qué países. Por el momento Estados Unidos, Canadá y Argentina son los que tienen el mayor índice de contaminación de granos genéticamente modificados.

-¿Qué labor ha desempeñado y desempeña en todo esto la Organización Mundial del Comercio y el Banco Mundial?

 

-La OMC ayudó a imponer el marco legal en el que se patentan las semillas transgénicas. El marco legal lo forman los “Derechos de Propiedad Intelectual Relacionados con el Comercio” (Trade Related Intellectual Property Rights), unas normas que todos los países miembros de la OMC debían aprobar para proteger las patentes de las plantas. Es así como las semillas se transformaron en productos con patente. En el 2003, atendiendo a una demanda de Estados Unidos, Canadá y Argentina (los países más contaminados por los transgénicos), un panel presidido por el juez suizo Christian Haberli falla en contra de la Unión Europea por “no cumplir con sus obligaciones” como miembro de la OMC -lo que podría suponer multas anuales de cientos de millones de dólares-.
Por otro lado, el Banco Mundial desde su creación ha sido un instrumento de dominación de occidente, principalmente de Estados Unidos. Las conexiones de la élite norteamericana con el Directorio del Banco Mundial han ayudado a financiar proyectos para sistemas de riego, presas, etc. elementos necesarios para la puesta en marcha de la “Revolución Verde”.  La Revolución Verde ha sido una revolución química llevada adelante por corporaciones petroquímicas que han impuesto el uso de herbicidas y pesticidas a muchos de los países pobres (o en vías de desarrollo, como se los llama), que no tenían posibilidad de comprarlos sin los créditos facilitados por el Banco Mundial.

-¿Cómo pueden reaccionar los pueblos ante tanto atropello? ¿Qué hacer?

 

-El ejemplo de la Unión Europea muestra que es legítimo resistir y que es posible hacerlo aunque sólo sea para detener el proceso y crear una conciencia al respecto de esta imposición de transgénicos -especialmente cuando desconocemos las consecuencias que tienen para la salud y en el marco de la soberanía nacional-.
Vandana Shiva, premio Nobel Alternativa, ha organizado la resistencia campesina en India y ha contribuido al conocimiento sobre los transgénicos. Shiva ha escrito numerosos libros entre ellos “Monocultures of the Mind” (Monoculturas de la Mente), “Earth Democracy. Justice, Sustainability and Peace” (Democracia de la Tierra. Justicia, Sustentabilidad y Paz), “India Dividida. Asedio a la Diversidad y a la Democracia.” Shiva ha creado el movimiento NARDANAYA. En Latinoamérica, el Movimiento de los Trabajadores Rurales sin Tierra de Brasil, que es uno de los movimientos más activos y conocidos internacionalmente, ha luchado en contra de los transgénicos a lo largo de más de veinticinco años. A nivel personal es importante que la gente se informe. Escritores como F. William Engdahl, con su libro “Seeds of Destruction. The Hidden Agenda of Genetic Manipulation” han contribuido a que entendamos la agenda que se nos quiere imponer. Michel Chossudovsky ha mostrado lo que se esconde tras la globalización en su libro “Globalización de la Pobreza y el Nuevo Orden Mundial” (The Globalization of Poverty and the New World Order) edición Siglo XXI. El profesor Chossudovsky también mantiene una web, recientemente premiada con el Premio Internacional de Periodismo por el Mejor Portal de Investigación Internacional: www.globalresearch.ca

 


publicado por codigo430 às 00:00
link do post | comentar | favorito
|

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
Queixam-se dos salários, nunca dos lucros

 

Os nossos mercadores queixam-se frequentemente dos elevados salários britânicos, apontando-oss como a causa de as suas mercadorias não serem vendidas a um preço inferior nos mercados externos; mas não se pronunciam acerca dos elevados lucros do capital. Queixam-se dos ganhos exorbitantes dos outros, mas nada dizem sobre os seus próprios ganhos. Os elevados lucros do capital britânico, contudo, podem contribuir para a subida do preço das manufacturas britânicas, em muitos casos tanto, e nalguns até mais, quanto os elevados salários do trabalho britânico. Smith, Adam, A Riqueza da Nações, vol. II, p. 156, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian
Não consta que governantes e teóricos, que se reivindicam de seguidores de Adam Smith, gostem muito de lembrar estas palavras.
 


publicado por codigo430 às 00:00
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 16 de Junho de 2009
Uma opinião, a da OCDE

 

Nuevo estudio sobre la docencia y el aprendizaje

 

Un nuevo estudio de la OCDE provee los primeros datos comparativos a nivel internacional sobre las condiciones que afectan a los docentes en las escuelas
 


publicado por codigo430 às 20:15
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009
Portugal Um Retrato Social-7 Episódio

 

 

 


publicado por codigo430 às 06:23
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009
Portugal Um Retrato Social-6ª Episódio

 

 

Vídeo Indicado pela Catarina do 12.º E
 


publicado por codigo430 às 12:20
link do post | comentar | favorito
|

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009
Portugal Um Retrato Social-5º Episódio

 

 

 


publicado por codigo430 às 06:14
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Portugal Um Retrato Social-4º Episódio

 

 

 


publicado por codigo430 às 12:12
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 28 de Abril de 2009
Portugal Um Retrato Social 3ª Episódio

 

 

 


publicado por codigo430 às 06:09
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 27 de Abril de 2009
Portugal um retrato social-2º Episódio

 

 

 
 


publicado por codigo430 às 06:07
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 26 de Abril de 2009
Portugal: um retrato social_1º Episódio

 

 

"Gente diferente: Quem somos, quantos somos e onde vivemos. Os portugueses são hoje muito diferentes do que eram há trinta anos. Vivem e trabalham de outro modo. Mas sentem pertencer ao mesmo país dos nossos avós. É o resultado da história e da memória que cria um património comum. Nascem em melhores condições, mas nascem menos. Vivem mais tempo. Têm famílias mais pequenas. Os idosos vivem cada vez mais sós." biblioespl
Vídeo indicado pela Catarina, do 12.º E
 


publicado por codigo430 às 06:00
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Population 2007

 

Ranking

Economy

(thousands)

1

China

1,319,983

2

India

1,123,319

3

United States

301,621

4

Indonesia

225,630

5

Brazil

191,601

6

Pakistan

162,389

7

Bangladesh

158,572

8

Nigeria

147,983

9

Russian Federation

141,636

10

Japan

127,771

11

Mexico

105,281

12

Philippines

87,892

13

Vietnam

85,140

14

Germany

82,268

15

Ethiopia

79,087

16

Egypt, Arab Rep.

75,467

17

Turkey

73,888

18

Iran, Islamic Rep.

71,021

19

Thailand

63,832

20

Congo, Dem. Rep.

62,399

21

France

61,707 a

22

United Kingdom

61,034

23

Italy

59,375

24

Myanmar

48,783

BM
 


publicado por codigo430 às 21:32
link do post | comentar | favorito
|

Gross domestic product 2007, PPP

 

 

 

(millions of

Ranking

Economy

international dollars)

1

United States

13,811,200

2

China

7,055,079

3

Japan

4,283,529

4

India

3,092,126

5

Germany

2,727,514

6

Russian Federation

2,088,207

7

France

2,061,884

8

United Kingdom

2,046,780

9

Brazil

1,833,601

10

Italy

1,777,353

11

Spain

1,405,262

12

Mexico

1,345,530

13

Korea, Rep.

1,199,270

14

Canada

1,178,205

15

Turkey

922,189

16

Indonesia

841,140

17

Iran, Islamic Rep.

776,538

18

Australia

733,120

44

Portugal

230,776

BM
 


publicado por codigo430 às 21:27
link do post | comentar | favorito
|

Euro vs US Dollar
[Most Recent Exchange Rate from www.kitco.com]
Siouxsie And The Banshees - Dear Prudence
Coldplay - Paradise (Official)
Peter Gabriel - Games Without Frontiers
Je suis un homme - zazie
Vídeos
posts recentes

Portugal é o país mais de...

Empresas tiram pouco prov...

O que é um vírus e outras...

Em apenas um ano foram de...

A ciência económica vai n...

A Doutrina do Choque

É falso que o salário men...

A alta velocidade em Port...

Controlar las semillas es...

Queixam-se dos salários, ...

links
tags

vídeos

opinião

cidadania

crise

democracia

economia

avaliação

globalização

humor

informação

outros temas

professores

actividades

música

enriquecimento

ambiente

sociologia

recursos

tve2

eua

informação vídeos

rtp

gripe

militarismo

videos

estudos

ensino

alunos

sic

estatísticas

escola

europeias

visitas de estudo

agricultura

poesia

fenprof

tvi

china

video

fome

divulgação

saramago

cef

iraque

profissional

vídeos tve2

galeano

leap

manifestações

pobreza informação

teoria

tve1

espinho

petróleo

técnico de secretariado

turismo

dia mundial

guerra

honduras

rosa

brasil

coltan

cultura

democracy

emigração

informação tve2

jn

laranjeira

outros temas vídeos

porto

sindicatos

colóquios

desigualdade

direito

economia tve2

estado

expresso

frases

galbraith

galeano tve2

gripe vídeos

obama

ocde

palestina

pedagogia

pobreza

privado

público

redes sociais

rt

técnico de comércio visitas de estudo

afeganistão

água informação vídeos

bbc

cgtp

chossudovsky

educação

fne

irão

manuel freire

todas as tags

Dívida Pública Mundial e por país

Tocar na imagem!
Outubro 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


pesquisar
 
subscrever feeds
arquivos

Outubro 2016

Dezembro 2015

Setembro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Janeiro 2014

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Julho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Maio 2006