Blogue de opinião e divulgação.

Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Crímenes y criminales a la luz del día

 

El presidente del Banco Mundial declara que "Una mujer muere cada minuto dando a luz, y 500.000 mujeres mueren en el parto cada año" y que "para salvar a tres millones de madres y siete millones de recién nacidos, se necesitan 2.400 millones de dólares en 2009 y 7.000 millones en 2015" (prensa).


He escrito bien: 2.400 millones de dólares en 2009 y 7.000 en 2015.


Pues bien, solo el Banco de Santander y solo durante el primer trimestre de 2009 obtuvo un beneficio de 2.100 millones de euros (Cotizalia), es decir, bastante más de la cantidad que evitaría esas muertes durante 2009. Y los Gobiernos europeos han destinado 3,7 billones de euros en el rescate bancario (Cotizalia). Es decir, más de 2.100 veces lo necesario para ello.


No se me ocurre otro término que el de crimen para calificar todo esto. Y no lo olviden: detrás de un crimen, hay criminales.

Juan Torres López
 


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Sábado, 17 de Outubro de 2009
Pobreza em Portugal: há cada vez mais famílias a recorrer à ajuda das instituições

 

 
Trabalham e são pobres, uma pura irracionalidade económica, social e humana!
 


publicado por codigo430 às 18:06
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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
Que desenvolvimento?

 

Crece el numero de jubilados pobres en europa
Londres, 27 de julio (Télam).- Un tercio de los jubilados británicos enfrenta la pobreza, el mismo nivel que Lituania y otros países de Europa del Este, según un informe de la Unión Europea (UE).
Además, destacó que la pobreza de los jubilados británicos es un tercio superior al promedio europeo, consignó la agencia de noticias Ansa.
artigo completo
Perante esta realidade surge a pergunta: É civilizada a sociedade que condena à pobreza uma boa parte dos seus cidadãos mais idosos?
 


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Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
300 mil crianças pobres em Portugal

 

Estudo revelado ontem pelo Banco de Portugal revela que existiam, em 2006, 300 mil crianças pobres.
O nosso país é também o quarto  da Europa com maior percentagem de crianças carenciadas (24%), apenas  é ultrapassado pelos países do Leste (Roménia, Lituânia e Polónia). (Isto é, somos o país da zona euro com mais crianças carenciadas, npta do blog)
Os dados nacionais remetem ainda para a existência de dois milhões de pobres, segundo uma análise divulgada ontem pelo Banco de Portugal e que teve por base informações do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos a 2005/2006. Estes valores são anteriores à actual crise económica e podem já ter aumentado, reconhece Bruto da Costa, presidente do Conselho Económico e Social.
Para Manuela Silva, presidente Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), o número actual de pobres deve ser maior do que o de 2006. "Os trabalhadores pobres devem ter aumentado devido ao agravamento das condições de trabalho e à precariedade", refere. Uma situação que provoca "maior incidência relativa na população infantil", explica.
Estas crianças pobres estão geralmente integradas em famílias numerosas. E como indica o estudo de Nuno Alves as famílias com mais de seis elementos são as mais deficitárias (42,2%), justificando assim a elevada taxa de crianças carenciadas. Mas, os agregados com apenas uma pessoa também apresentam valores elevados (26,8%).
Esta última realidade ajuda a justificar os níveis de pobreza infantil, segundo Eugénio Fonseca, presidente a da Cáritas. "Nestes casos as crianças são confiadas às mães que, por tradição, ganham menos que os homens e têm de suportar os custos das crianças", diz.
A viver em situação de pobreza estão também os idosos reformados. "A precariedade acentuada nos idosos deve-se ao facto de estes não terem feito descontos e de agora terem uma pensão mínima que corresponde a metade do nível médio do limiar da pobreza", diz Eugénio Fonseca.
São consideradas pobres as pessoas que vivam com menos de 382 euros mensais.
DN
Lamentavelmente, o estudo não refere o reflexo desse imenso oceano de carências na escola e nos resultados escolares das crianças e jovens.
Evidentemente, os responsáveis pela condução do país nestes anos têm muitas explicações para dar, pois a realidade que se mostra em nada condiz com o que sempre andaram a dizer.
 

 



publicado por codigo430 às 12:21
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Domingo, 15 de Março de 2009
A estratégia de Simbad

 

 

 


publicado por codigo430 às 00:00
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Segunda-feira, 9 de Março de 2009
Desigualdade social. Fome. Injustiça.

 

 
 


publicado por codigo430 às 00:00
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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009
Niños de la calle

 

 

 


publicado por codigo430 às 20:42
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Sábado, 22 de Novembro de 2008
Pobreza no Porto

 

 

A partir da semana que vem o Expresso vai publicar um conjunto de vídeos de gente com habitações degradadas ou sem um tecto onde se abrigar. Pessoas doentes sem ninguém que as cuide. Desempregados de longa duração sem perspectivas de futuro. Solidão mergulhada no mais profundo desespero. "Pobreza no Porto" é um trabalho sem vergonha de mostrar a vergonha. A vergonha que tem quem pede fiado na farmácia, quem não tem onde tomar banho, quem só consegue viver do Rendimento Social de Inserção, quem dorme no chão

Basta ligar a televisão, sintonizar a rádio, olhar para a manchete de um jornal. Nos últimos anos a pobreza tem-se agravado no mundo. Nos últimos meses, é actualidade diária em todos os órgãos de comunicação social de Portugal. São os combustíveis que aumentam, as pescas que estão em crise, os alimentos que escasseiam, a precariedade que se alastra, o desemprego que sobe, o nível de vida que nunca esteve tão baixo, a solidão que deprime, a fome, as doenças que se julgavam extintas que voltam aos hospitais, os novos e os velhos pobres.

Se para muitos, o aumento do custo dos alimentos significa comprar dois e não três pacotes de arroz, para outros, o mesmo aumento significa não comprar arroz. Se, para uns, a inflação não lhes permite umas férias folgadas, para outros, a inflação significa deixar de pagar rendas, significa pedir fiado na farmácia, comer um prato de sopa e ir dormir antes que a fome aperte.

De norte a sul do país multiplicam-se os casos de falta de solidez económica, de depressões associadas a fracas condições de vida, ao estilhaçar do trabalho, à inexistência de cuidados de saúde eficazes ou de medidas estruturais que combatam a pobreza.

É no distrito do Porto que a situação é mais grave. Numa área com cerca de 2,5 milhões de habitantes, há cerca de meio milhão de pessoas a viver na pobreza.

O Banco Alimentar Contra a Fome não consegue responder aos pedidos e tem mais de 100 instituições em lista de espera para receber alimentos. O desemprego aumenta, o Rendimento Social de Inserção aumenta, a falta de cuidados de saúde aumenta, o analfabetismo real ou funcional aumenta, a burocracia é difícil de contornar. Depois há as reformas baixas, a escolaridade reduzida, a exclusão familiar, a falta de equipamentos, a vergonha, a depressão. São avós, pais e filhos, famílias inteiras sem objectivos, sem futuro. Moram em bairros sociais, em ilhas, em pensões, em quartos, em tipologias demasiado apertadas ou mergulhadas na mais profunda solidão. Não se tipifica, antes se generaliza a pobreza que atravessa idades, bairros, lugares, que se prende com factores económicos e sociais que funcionam como âncoras que não se conseguem desprender.

Os últimos dados na União Europeia mostram que Portugal é um dos países com maior desigualdade social. No relatório social europeu, Portugal é apontado como o país mais desigual da Europa a 25. No relatório, o país tem 41% de desigualdade quando o ideal se situa nos 1%.

O Eurostat, que mede a desigualdade através da relação entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres, coloca Portugal no fim da tabela europeia. O mesmo acontece entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres. Em Portugal, há um milhão de pessoas a viver com menos de dez euros por dia. Representa 9% da população nacional. Só no distrito do Porto, esse valor chega a meio milhão de pessoas.

Durante a pesquisa para esta série de pequenos documentários, fui a lugares onde morreu a esperança colectiva, onde há gente viva à beira da morte social. São casos escondidos atrás de muros, de janelas e portas fechadas, de portões ferrugentos, de bairros fechados sobre si mesmos. É gente que tropeçou no entulho e na desilusão, nas privações, perdas, angústias, na dolorosa mudança de hábitos. É gente que foi empurrada dos sonhos para o chão. São rostos que encaram a vida como um castigo, actores sociais despidos de sucesso material. São olhares cansados de tanta não sorte, porque não se pode falar de má sorte quando nunca se entendeu o significado da palavra.

Podia - e pode - acontecer a qualquer um de nós. Bastava-nos ter nascido ou crescido num ambiente desfavorável ou que, num determinado momento, a vida tivesse dado outras voltas. Por vezes, é um único acontecimento que desencadeia uma série de reacções que provocam uma drástica mudança de vida: um filho que se tornou toxicodependente, uma mãe que adoeceu, um pai que morreu, uma família analfabeta que nunca se preocupou ou teve condições para educar, um despedimento que se tornou crónico, uma depressão que nunca se tratou.

O que este trabalho pretende é apelar à reflexão sobre o mundo de hoje, sobre a sociedade em que vivemos, o modelo social em que nos inserimos. Se possível, pretende, ao alertar consciências, provocar mudança nas vidas destas pessoas.

Entre dezenas de possíveis personagens, escolhi algumas que simbolizam tudo isto. Chamam-se Ramiro e Rosa, Albino, Helena e Alexandre, Zulmira, Elísio, José Luís. Podiam-se chamar João, Pedro, Isabel ou Catarina. Ou Joaquim, Alice, Olinda, António, Pedro.

PERFIL  

 

Pobreza no Porto
 
 

Pedro Neves, nasceu em Leiria em 1977. Estudou no Porto, onde se licenciou em Ciências da Comunicação. Estagiou na Douro - Produções Artísticas, RTP e rádio Deutsche Welle, na Alemanha, antes de se tornar jornalista freelancer.

 

Desde 1999 que é colaborador do jornal Expresso, onde tem desenvolvido trabalhos de reportagem e diversas reportagens e curtas-metragens documentais para o site multimédia, bem como para a Única, Actual e 1º Caderno. Na Universidade do Porto, concluiu uma pós-graduação em Documentário (2002) e um mestrado em Cultura e Comunicação, variante Documentário, onde escreveu uma dissertação sobre o documentário dos anos da Revolução de Abril que aguarda publicação.

 

De 2003 a 2008 foi professor de rádio na Universidade Fernando Pessoa, no Porto. Em 2004 participou no Lisbon Docs com o projecto de documentário 2 Horas de Liberdade. É co-autor do livro infantil Uma Bola Sem Fronteiras (2004). Em 2007 frequentou um curso de realização de documentários na Escola Internacional de Cinema e Televisão de San António de los Baños, Cuba.

 

Em 2007 realizou o seu primeiro documentário, intitulado a olhar o mar (Portugal), e que venceu o Prémio do Público do Festival de Cinema e Vídeo de Vancouver, Canadá. No mesmo ano, co-realizou a curta-metragem documental En la Barberia (Cuba), presente no em diversos festivais internacionais. Em 2008 fundou, com Carlos Ruiz, a empresa audiovisual Red Desert.

 

 



publicado por codigo430 às 12:32
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