Blogue de opinião e divulgação.

Domingo, 27 de Setembro de 2009
Em apenas um ano foram destruídos 234,9 mil empregos para trabalhadores com ensino básico ou menos e 115,2 mil para operários

 

Em apenas um ano foram destruídos 234,9 mil empregos para trabalhadores com ensino básico ou menos e 115,2 mil para operários

O INE acabou de divulgar as Estatísticas do Emprego do 2º Trimestre de 2009. E os media noticiaram com destaque que o desemprego em Portugal continuava a aumentar e tinha ultrapassado meio milhão, o que é dramático para centenas de milhares de famílias portuguesas que têm o trabalho como principal fonte de rendimento para viver.

[...] No entanto, o desemprego não está atingir de forma igual os trabalhadores de diferentes níveis de escolaridade No período compreendido entre o 2º Trim.2008 e o 2º Trim.2009, portanto num ano apenas, foram destruídos 234,9 mil empregos líquidos (276,6 mil se se considerar o período 2005/2009) que eram ocupados por trabalhadores com o ensino básico ou menos.

 

Durante o mesmo período o numero de empregos ocupados por trabalhadores com o ensino secundário aumentou em 48,9 mil, e com formação superior subiu em 34,1 mil

Continuar a ler o dr. Eugénio Rosa em resistir.info
 

Este estudo, naturalmente, pode ter várias leituras. O que para aqui nos interessa, neste momento, é sublinhar que a frequência e conclusão, seja do ensino secundário, seja do ensino superior dá uma maior garantia de obtenção e manutenção de emprego relativamente a níveis inferiores de escolaridade.

 

Ou seja, em palavras mais simples e contrariando um sentimento muito generalizado de que a escola não serve para nada, estudar ainda vale a pena.

 


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Sábado, 15 de Agosto de 2009
Petrolíferas em Portugal aumentam mais os preços do que a média da UE27

 

Aumentos custarão mais 437 milhões de euros/ano aos portugueses

Em Junho de 2008, o preço da gasolina 95 sem impostos, aquele que reverte integralmente para as empresas, era em Portugal superior ao preço médio da União Europeia em 1,5%, mas, em Junho de 2009, essa diferença percentual já tinha aumentado para 7,3%, ou seja, 4,9 vezes mais. Se analisarmos os países que em Junho de 2008 e Junho de 2009 tinham preços superiores aos praticados em Portugal constatamos o seguinte: em Junho de 2008, entre os 27 países da União Europeia, 8 países tinham preços superiores aos de Portugal mas, em Junho de 2009, esse numero tinha-se reduzido para apenas três (Dinamarca, Finlândia, e Itália), tendo os restantes 24 países preços inferiores aos praticados pelas petrolíferas em Portugal.
Situação muito semelhante se verificou em relação ao preço do gasóleo. Em Junho de 2008, o preço do gasóleo sem impostos era em Portugal superior ao preço médio da União Europeia em 3%, mas em Junho de 2009 essa diferença percentual já tinha aumentado para 6,2%, ou seja, para mais do dobro. Se analisarmos os países que em Junho de 2008 e Junho de 2009 tinham preços superiores aos praticados em Portugal constatamos o seguinte: em Junho de 2008, entre os 27 países da União Europeia, 7 países tinham preços superiores aos de Portugal, mas, em Junho de 2009, esse numero tinha-se reduzido para apenas três (Finlândia, Grécia e Itália), tendo os restantes 24 países preços inferiores aos praticados pelas petrolíferas em Portugal
Artigo de Eugénio Rosas no Resistir.info
 


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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
A alta velocidade em Portugal: sem viabilidade económica e financeira

 

por Eugénio Rosa

No dia 15/06/2009 realizou-se na Assembleia da República um colóquio parlamentar sobre a Alta Velocidade (AV) em que fomos convidados pela Comissão das Obras Públicas a fazer uma intervenção sobre a sua sustentabilidade económica e financeira.

 

São os aspectos mais importantes dessa intervenção que divulgamos neste estudo. Mas tão grave ou ainda mais do que a AV, é a continuação do investimento maciço em Auto-Estradas que só agrava a dependência do País ao exterior e a grave distorção do sistema de transportes assente fundamentalmente no rodoviário.

 

Mas disso ninguém fala. É estranho que só agora os "28 conceituados economistas", tenham descoberto que é necessário aprofundar os estudos dos grandes projectos, quando há bem pouco tempo muitos deles defendiam precisamente o contrário, e têm-se mantidos mudos sobre a continuação da construção de mais auto-estradas. Mas é melhor tarde do que nunca.

Artigo completo
 


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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Preço do gás em Portugal superior em 49% ao preço da UE

 

 

 

No mercado internacional desceu 51%, mas o presidente da ERSE anuncia baixa de preços para os

portugueses de apenas 4,1%

De acordo com dados que a Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia acabou de divulgar, em 2008, os preços do gás natural em Portugal sem impostos, ou seja, aqueles preços que revertem na sua totalidade para as empresas, e que constituem a fonte dos seus lucros, que são pagos também pelas famílias portuguesas, eram muito superiores aos preços médios da União Europeia. E a diferença para mais era a seguinte: +49,2% para as famílias que consomem anualmente até 20 Gigajoule; +53,5% para as famílias que consomem anualmente de 20 a 200 Gigajoule, e +46,2% para as famílias que consomem anualmente 200 ou mais Gigajoule.
Por outro lado, o preço do gás natural no mercado internacional, entre 1 de Janeiro de 2008 e 15 de Abril de 2009, passou de 22,96 euros por megawatt-hora para apenas 11,24 euros por megawatt-hora, ou seja, para cerca de metade.
Estes dados oficiais ocultados pelo presidente da ERSE nas suas declarações aos media, mostram que este ao "anunciar com pompa e circunstância" uma redução média de apenas 4,1% nos preços do gás pagos pelas famílias portuguesas, quando os preços do gás em Portugal, sem impostos, ou seja, à saída das empresas são cerca de 49% superiores aos preços médios praticados na União Europeia, e quando, entre Janeiro de 2008 e Abril de 2009, o preço do gás no mercado internacional desceu 51%, o que está a fazer, objectivamente, é satisfazer os interesses da GALP, dominada por grandes grupos estrangeiros (ENI, Sonangol) e portugueses (Amorim), que tem 90% do mercado de gás em Portugal, defendendo a manutenção dos seus elevados lucros. E isto torna-se mais escandaloso num altura de grave crise económica e quando as famílias portuguesas enfrentam dificuldades crescentes.
Situação semelhante também se verifica no mercado da electricidade em Portugal que é dominado pela EDP. De acordo também com dados divulgados pela Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, os preços de electricidade sem impostos, ou seja, aqueles preços que revertem na sua totalidade para as empresas e que constituem a fonte dos seus lucros, que são pagos também pelas famílias portuguesas, em 2008, eram em Portugal também muito superiores aos preços médios da União Europeia. E a diferença para mais era a seguinte: (a) Famílias que consomem por ano até 1000 kWh: +84,8% (b) Famílias que consomem por ano entre 1000 kWh e 2500 kWh:+ 35%; (c) Famílias que consomem por ano entre 2500 kWh e 5000 kWh: +34,7%; (d) Famílias que consomem por ano entre 5.000 e 15.000 kWh: +32,8%; (e) Famílias que consomem por ano mais de 15.000 kWh: +33,3%
 
O PREÇO DO GÁS EM PORTUGAL À SAIDA DAS EMPRESAS, PORTANTO SEM IMPOSTOS, É SUPERIOR ENTRE 46,2 % E 53,5% AO PREÇO MÉDIO DA UNIÃO EUROPEIA
O preço do gás em Portugal pago pelas famílias, em 2008, portanto incluindo impostos , é superior ao preço médio dos 20 países da União Europeia constantes do quadro anterior, nas seguintes percentagens: (a) Famílias que consomem por ano até 20 Gigajoule: +25,7%; (b) Famílias que consomem por ano entre 20 até 200 Gigajoule: + 26,5%; (c) Famílias que consomem por ano mais de 200 Gigajou : +19,2%. São diferenças de preços muito elevadas que tanto a ERSE como o governo nunca explicaram nem nunca procuraram por cobro.
Mas o escândalo é ainda maior quando se comparam os preços do gás em Portugal e nos países das União Europeia sem impostos , ou seja, à saída das empresas, que são os preços que revertem na sua totalidade para as empresas, e que são pagos também pelas famílias. E os dados da Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia acabados de publicar revelam uma situação que continua a ser um verdadeiro escândalo. Os preços pagos pelas famílias portuguesas são muito superiores aos preços médios dos 20 países das União Europeia que constam do quadro. E a diferença sempre para mais, varia de +49,2% para as famílias que consomem anualmente até 20 Gigajoule; de +53,5% para as famílias que consomem anualmente de 20 a 200 Gigajoule, e de +46,2% para as famílias que consomem anualmente 200 ou mais Gigajoules.
 
OS PREÇOS DA ELECTRICIDADE EM PORTUGAL À SAIDA DAS EMPRESAS É ENTRE 32,8% E 84,8% SUPERIORES AOS PREÇOS MÉDIOS DA UNIÃO EUROPEIA
Os preços da electricidade em Portugal pagos pelas famílias, em 2008, portanto incluindo impostos , eram superiores aos preços médios da União Europeia constantes do quadro anterior, nas seguintes percentagens: (a) Famílias que consomem por ano até 1000 kWh: +57,3%; (b) Famílias que consomem por ano entre 1000 kWh e 2500 kWh:+ 11,3%; (c) Famílias que consomem por ano entre 2500 kWh e 5000 kWh: +7,2%; (d) Famílias que consomem por ano entre 5.000 e 15.000 kWh: +3,7%; (e) Famílias que consomem por ano mais de 15.000 kWh: +3,5%. Aqui é tanto menor a diferença quanto maior é o consumo.
Mas o escândalo é ainda maior quando se comparam os preços em Portugal e nos países das União Europeia sem impostos , ou seja, à saída das empresas, que são os preços que revertem na sua totalidade para as empresas, e que são pagos também pelas famílias. E os dados da Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia revelam um autêntico escândalo. Os preços pagos pelas famílias portuguesas são sempre superiores aos preços médios da União Europeia que constam do quadro. E a diferença para mais variava da seguinte forma: (a) Famílias que consomem por ano até 1000 kWh: +84,8% (b) Famílias que consomem por ano entre 1000 kWh e 2500 kWh:+ 35%; (c) Famílias que consomem por ano entre 2500 kWh e 5000 kWh: +34,7%; (d) Famílias que consomem por ano entre 5.000 e 15.000 kWh: +32,8%; (e) Famílias que consomem por ano mais de 15.000 kWh: +33,3%.
Eugénio Rosa
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Terça-feira, 24 de Março de 2009
Dívida ao estrangeiro aumentou 54% durante o governo Sócrates

 

No fim de 2008 o crédito ao imobiliário, à construção e habitação era dez vezes superior ao credito à agricultura, pesca e indústria
O DÉFICE CRESCENTE DAS NOSSAS RELAÇÕES COM O ESTRANGEIRO
De acordo com o Boletim Estatístico do Banco de Portugal, entre 2005 e 2008, o défice da Balança Corrente Portuguesa aumentou em 42,6%, pois passou de 14.139 milhões de euros para 20.163 milhões de euros, enquanto o PIB cresceu apenas 11,4%. Como consequência, entre 2005 e 2008, aquele défice passou de 9,5% do PIB para 12,1%.
 
EM QUATRO ANOS, A DIVIDA EXTERNA LÍQUIDA PORTUGUESA AUMENTOU EM 54%
Segundo o Boletim Estatístico do Banco de Portugal, entre 2005 e 2008, o "Activo" de Portugal no estrangeiro, ou seja, tudo aquilo que o País possui no exterior, aumentou apenas 29.353,9 milhões de euros, ou seja, somente 11,6%, enquanto o "Passivo" de Portugal ao estrangeiro, ou seja, a Divida Bruta (aquilo que o País deve ao estrangeiro) cresceu em 86.203,6 milhões de euros. A Divida Liquida do nosso País ao estrangeiro, que se obtém subtraindo ao "Activo" do País o "Passivo" do País, aumentou em 56,849,7 milhões €, atingindo, em 2008, 161.531 milhões de euros. Como consequência, a Divida Bruta (o "Passivo" do País), em 2008, era 2,67 vezes superior ao PIB, ou seja, a toda a riqueza criada em Portugal nesse ano. E a Divida Liquida do País ("Passivo" menos "Activo"), medida em percentagem do PIB, cresceu de 70,2% para 97,2%. Por outras palavras, O "Passivo" do País ao exterior (aquilo que ele deve ao estrangeiro) é já superior ao seu "Activo" no estrangeiro (o que tem a haver do estrangeiro) em 161.531 milhões €.
 
EM 2008, O CRÉDITO BANCÁRIO APLICADO NO IMOBILIÁRIO E NA HABITAÇÃO ERA DEZ VESES SUPERIOR AO CRÉDITO APLICADO NA AGRICULTURA E NA INDÚSTRIA
De acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal no seu Boletim Estatístico de Março de 2009, em 2004, o crédito concedido às actividades essencialmente produtivas, ou seja, à Agricultura, Pesca e Indústria Transformadora era apenas de 13.705 milhões de euros, enquanto o concedido às empresas de construção, actividades imobiliárias e à habitação somava 112.758 milhões de euros, ou seja, 8,2 vezes mais. Esta situação agravou-se ainda mais durante os quatro anos de governo Sócrates. No fim de 2008, o credito total concedido à Agricultura, Pesca e à Industria Transformadora somava apenas 16.455 milhões de euros, enquanto o concedido a empresas de construção, actividades imobiliárias e à habitação totalizava já 168.701 milhões de euros, ou seja, 10,2 vezes mais. Por outras palavras, o crédito concedido à Agricultura, Pesca e Industria Transformadora representava apenas 6,6% do crédito total (entre 2004 e 2008, diminuiu de 7,9% para 6,6%), enquanto o credito concedido às empresas de construção, actividade imobiliária e à habitação representava, em 2008, 67,9% do credito total concedido pelo sistema bancário (entre 2004 e 2008, aumentou de 65,1% para 67,9%).
 
por Eugénio Rosa, Resistir.info


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