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Lux Ad Lucem

Blogue de opinião e divulgação.

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27.Fev.09

Com o dinheiro dos outros.

 

739.2 Mil milhões de dólares para o sector militar é o que pretende Barack Obama no projecto de orçamento para 2010 que acaba de apresentar, quase 3 vezes o Produto Interno Bruto anual de Portugal.

 

Isso não é mudar relativamente a Bush, é continuar e agravar.

 

É triste, é defraudar tantas expectativas. Porque, não pode haver dúvidas: Se tanto dinheiro é gasto em armas e militares, se a produção de armamento continua a ser um negócio, com as empresas cotadas em bolsa, então terá de haver guerras, porque o negócio não correrá bem, nem é possível com as armas a acumularem-se em depósitos.

Outra curiosidade, que nos EUA está a provocar muita celeuma, é que o défice orçamental atingirá a astronómica quantia de 1,75 bilhões de dólares, o maior da história e mais do que o valor que tinha o Orçamento de Estado há apenas 10 anos, quando era de 1,70 bilhões de dólares.
Ou seja, os EUA não têm dinheiro para as suas pretensões. Precisam de pedir emprestado. Querem continuar a ser a potência hegemónica no mundo, mas querem que sejam os outros a pagar em grande medida, particularmente os chineses.
E foi por isso que a primeira viagem ao estrangeiro da nova Secretária de Estado, a Sr.ª Clinton, foi à China para pedir aos chineses que continuem a comprar Títulos do Tesouro dos EUA.
Querer mandar com o dinheiro dos outros? Parece muita audácia. Veremos no que dá.

Obama unveils budget blueprint

Obama Budget Projects Never Ending Rise In National Debt

Contudo, o mais prudente, o melhor é escutar as palavras do antigo presidente Dwight D. Eisenhower, que chamou a atenção para os perigos do complexo militar-industrial, e encetar vigorosamente o caminho para a paz com a redução consequente, firme e segura dos gastos militares, o que permitirá libertar muitos recursos necessários para a resolução de muitos problemas sociais.

 

Now this conjunction of an immense military establishment and a large arms industry is new in the American experience. The total influence -- economic, political, even spiritual -- is felt in every city, every Statehouse, every office of the Federal government. We recognize the imperative need for this development. Yet, we must not fail to comprehend its grave implications. Our toil, resources, and livelihood are all involved. So is the very structure of our society.

 

In the councils of government, we must guard against the acquisition of unwarranted influence, whether sought or unsought, by the military-industrial complex. The potential for the disastrous rise of misplaced power exists and will persist. We must never let the weight of this combination endanger our liberties or democratic processes. We should take nothing for granted. Only an alert and knowledgeable citizenry can compel the proper meshing of the huge industrial and military machinery of defense with our peaceful methods and goals, so that security and liberty may prosper together.

Farewell Address

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