05.Abr.09
Lições para a política financeira islandesa
A guerra financeira contra a Islândia
| A primeira coisa que a Islândia precisa fazer é perceber que está sob ataque financeiro a partir de fora assim como a partir de dentro – por estrangeiros apoiados por uma classe bancária interna. Para ter êxito, estes credores estão a tentar convencer a população de que toda dívida é produtiva e que a economia beneficia-se na medida em que o seu valor líquido aumenta (o preço de activos em excesso da dívida). O erro fatal é a suposição de que os preços nunca descerão e que, se assim o fizerem, as dívidas deveriam ser deixadas intactas mesmo quando isto provoca situação líquida negativa. Para esta forma errada de pensar, um afundamento do preço (recessão ou depressão) é um acidente que acontece apenas uma vez por século, não o resultado inevitável de dívidas que crescem a juros compostos sem um aumento concomitante no rendimento para pagar preços e juros mais altos. Esta mitologia enganosa culmina numa jogo mental que está a ser impingido aos eleitores islandeses. O jogo é promover o mito de que não há alternativa excepto pagar as dívidas que uns poucos iniciados anotaram na caixa registadora, dívidas que acumulam juros quando não são pagas. Este mito pode ser dissipado pelo reconhecimento de que o volume de pagamentos de dívida que está a ser exigido está para além da capacidade de pagamento do país. A estratégia financeira é adiar a consciência deste facto tanto tempo quanto possível, de modo a prosseguir com o arresto e a venda voluntária em pré-bancarrota de activos nacionais para pagar credores. A única questão que os credores não querem que seja pergunta é: "Exactamente como propõe que nós lhe paguemos?". Os credores hesitam em falar abertamente e responder: "Pela contracção da sua economia, pela comutação da sua riqueza e propriedade para as mãos de uma pequena oligarquia financeira e pondo o seu trabalho e a sua indústria fora dos mercados mundiais devido aos pesados encargos financeiros embutidos dentro do seu sistema de preços". Eles preferem actuar como "surpreendidos" quando uma force majeur económica obriga economias a substituírem programas de pensão com benefício definido por planos com "contribuição definida" no qual todos os seus trabalhadores sabem quanto eles pagam ao plano, não o que eles receberão. |