Blogue de opinião e divulgação.
Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009
Princípio da fase 5 da crise sistémica global: A deslocação geopolítica mundial

 

Desde Fevereiro de 2006 o LEAP/E2020 estimara que a crise sistémica global desenrolar-se-ia de acordo com quatro grandes fases estruturantes, a saber: desencadeamento, aceleração, impacto e decantação. Este processo descreveu bem os acontecimentos até agora. Mas a partir deste momento a nossa equipe considera que a incapacidade dos dirigentes mundiais em captar o alcance da crise, caracterizada nomeadamente pela sua obstinação desde há mais de um ano em tratar as suas consequências ao invés de atacar radicalmente as suas causas, fará com que a crise sistémica global entre numa quinta fase a partir do 4º trimestre de 2009: a fase da deslocação geopolítica mundial.

De acordo com o LEAP/E2020, esta nova fase da crise será moldada por dois importantes fenómenos que organizam os acontecimentos em duas sequências paralelas, a saber:

A. Dois importantes fenómenos:
1. O desaparecimento do pedestal financeiro (dólares + dívidas) no conjunto do planeta
2. A fragmentação acelerada dos interesses dos principais actores do sistema global e dos grandes conjuntos mundiais

B. Duas sequências paralelas:
1. A decomposição rápida do conjunto do sistema internacional actual
2. A deslocação estratégica de grandes actores globais.

Havíamos esperado que a fase de decantação permitiria aos dirigentes do mundo inteiro extrair as consequências do afundamento do sistema que organiza o planeta desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Infelizmente, nesta etapa, já não é realmente permitido ser optimista quanto a isto [1] . Tanto nos Estados Unidos como na Europa, na China ou no Japão, os dirigentes persistem em actuar como se o sistema global em causa fosse vítima apenas de uma avaria passageira à qual bastaria acrescentar uma certa quantidade de carburantes (liquidezes) e outros ingredientes (baixa de taxas, compras de activos tóxicos, planos de relançamento das indústrias em quase falência,...) para fazer com que a máquina andasse outra vez. Ora, e este é exactamente o sentido da expressão "crise sistémica global" criada pelo LEAP/E2020 em Fevereiro de 2006, o sistema global doravante está inutilizado. É preciso reconstruir um novo ao invés de se obstinar em salvar o que já não pode mais ser salvo.
Não sendo a História particularmente paciente, esta quinta fase da crise irá portanto arrancar com este processo de reconstrução mas de maneira brutal, pela deslocação completa do sistema pré-existente. E as duas consequências paralelas, descritas neste GEAB Nº 32, que vão organizar os acontecimentos, prometem ser particularmente trágicas para vários grandes actores mundiais.

Segundo o LEAP/E2020, não resta senão uma pequena fresta para tentar evitar o pior, a saber, os próximos quatro meses, daqui até o Verão de 2009. Muito concretamente, a Cimeira do G20 de Abril de 2009 constitui a última oportunidade para reorientar de maneira construtiva as forças em acção, quer dizer, antes que a sequência cessão de pagamentos do Reino Unido, depois a dos Estados Unidos se ponha em marcha [2] . Sem isto, eles perderão todo o controle sobre os acontecimentos [3] e inclusive, para numerosos dentre eles, nos seus próprios países, enquanto o planeta entrará nesta fase de deslocação geopolítica tal como um "barco à deriva". À saída desta fase de deslocação geopolítica, o mundo arrisca-se a parecer-se mais com a Europa de 1913 do que com o planeta de 2007.
Assim, à força de tentar arcar sobre as suas costas o peso cada vez maior da crise em curso, a maior parte dos Estados afectados, inclusive os mais poderosos, não se deram conta de que estavam em vias de organizar o seu próprio esmagamento sob o peso da História, esquecendo que não eram senão construções humanas, que não sobreviviam senão porque o interesse da maioria ali se encontrava. Neste número 32 do GEAB, o LEAP/E2020 optou portanto por antecipar as consequências desta fase de deslocação geopolítica sobre os Estados Unidos e a UE.
Portanto este é o momento, tanto para as pessoas como para os actores sócio económicos, de se prepararem para enfrentar um período muito difícil que vai ver sectores inteiros das nossas sociedades, tais como se as conhece agora, serem fortemente afectados [4] , até mesmo simplesmente desaparecerem provisoriamente ou em certos casos duradouramente. Assim, a ruptura do sistema monetário mundial no decorrer do Verão de 2009 vai não só implicar um afundamento do dólar dos EUA (e do valor de todos os activos denominados em USD), como vai também induzir por contágio psicológico uma perda de confiança generalizada nas moedas fiduciárias. É a tudo isto que se cingem as recomendações deste GEAB Nº 32.
Last but not least, doravante a nossa equipe considera que são as entidades políticas [5] mais monolíticas, as mais "imperiais", que serão mais gravemente abaladas no decurso desta quinta fase da crise. A deslocação geopolítica vai assim aplicar-se a Estados que vão experimentar uma verdadeira deslocação estratégica pondo em causa a sua integridade territorial e o conjunto das suas zonas de influência no mundo. Outros Estados, em consequência, serão projectados brutalmente para fora de situações protegidas para mergulharem em situações de caos regional.
15/Fevereiro/2009
Notas:
(1) Barack Obama, assim como Nicolas Sarkozy ou Gordon Brown, passam o tempo a invocar a dimensão histórica da crise a fim de melhor ocultar a sua incompreensão da sua natureza e tentar livrar-se previamente da responsabilidade pelo fracasso das suas políticas. Quanto aos outros, preferem persuadir-se que tudo isso será ajustado como um problema técnico um pouco mais grave que de costume. E todo este pequeno mundo continua a jogar conforme as regras que conhecem desde décadas, sem perceber que o jogo está em vias de desaparecer debaixo dos seus olhos.
(2) Ver precedentes no GEAB.
(3) De facto, é mesmo provável que o G20 terá dificuldades crescentes para muito simplesmente poder reunir-se, num fundo de "cada um por si".
(4) Fonte: New York Times, 14/02/2009
(5) E isto parece-nos igualmente verdadeiro para as empresas.
Global Europe Anticipation Bulletin.

O original encontra-se em www.leap2020.eu


Este comunicado encontra-se em http://resistir.info/ .
 

tags: ,

publicado por codigo430 às 10:30
link do post | comentar | favorito

A crise para uns e para outros

 

Foto de Anthony Suau vencedora do prémio de Melhor Fotografia na 52ªedição do World Press Photo.
Para uns, a crise é serem expulsos da casa se não podem pagar a prestação, com a polícia a revistar tudo de arma em punho.
Jury chair MaryAnne Golon said: "Now war in its classic sense is coming into people's houses because they can't pay their mortgages."
Para outros, as suas dificuldades são logo amparadas com oceanos de dinheiro sem fim

tags:

publicado por codigo430 às 00:00
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009
Começa a ser a imagem de marca dos resultados da acção do Governo

 

Professora agredida a murro por mãe de aluna

Uma professora de História da Escola Secundária Bernardino Machado, na Figueira da Foz, foi alegadamente agredida a murro pela mãe de uma aluna do 11º ano, tendo apresentado queixa na PSP. O caso já foi entregue ao Ministério Público.
 

Fonte policial, citada pela agência Lusa, disse que «foi uma agressão física sem arma», acrescentando que «a senhora foi vista no centro de saúde e depois formalizou a queixa».

 

O caso aconteceu sexta-feira, durante uma reunião na escola sobre o rendimento escolar da aluna, entre a mãe da rapariga - já identificada pelas autoridades - e a docente, ambas com cerca de 40 anos.

 

A fonte da PSP considerou estar-se perante uma «situação muito grave», dado o contexto em que a alegada agressão ocorreu.

 

«Nem sequer necessita de queixa, segundo o Código Penal. É um crime público, porque há uma relação directa entre a função da docente e a agressão», explicou.

 

Entretanto, o caso já foi entregue ao Ministério Público.

tsf


publicado por codigo430 às 23:53
link do post | comentar | favorito

Miguel de Cervantes

 

Quem perde os seus bens, perde muito; quem perde um amigo, perde mais; mas quem perde a coragem, perde tudo.
.../...
 

tags:

publicado por codigo430 às 00:00
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009
A morte à porta de casa

 

 

À porta de Lanzarote, à porta da casa que, se a sorte ajudasse, talvez pudesse vir a ser a sua nova casa.
O Caderno de Saramago


publicado por codigo430 às 22:27
link do post | comentar | favorito

Curso Profissional de Técnico de Secretariado

 

 

 


publicado por codigo430 às 16:05
link do post | comentar | favorito

Prof. Dr. Juan Luis LORDA

 

Há circunstâncias na vida em que a dignidade humana pode exigir grandes sacrifícios, isto é, heroísmo. Ninguém tem autoridade moral para exigir de outro um comportamento heróico. Cada um de nós tem essa obrigação, não porque outros lho peçam ou censurem se o não fizer, mas porque as próprias coisas lho pedem; pede-o sobretudo a dignidade humana.

A história de todas as culturas está cheia de gestos exemplares deste tipo, fora do "normal estatístico". Mas estas escolhas podem surgir na vida de todos os homens, em circunstâncias "normais".
 

tags:

publicado por codigo430 às 00:00
link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009
Economia portuguesa na terceira pior posição da UE

 

"A economia portuguesa teve a segunda maior contracção entre os países da Zona Euro, no quarto trimestre, face ao trimestre anterior, de acordo com os dados do Eurostat divulgados esta sexta-feira.

 

Os números do gabinete de estatística europeu mostram que o conjunto da Zona Euro viu o seu Produto Interno Bruto (PIB) recuar 1,5% no quarto trimestre de 2008, face ao terceiro trimestre.

 

Em Portugal, essa descida foi de 2%, o segundo valor mais elevado no conjunto dos países do euro, só inferior à queda de 2,1% da Alemanha...."

JN

A crise internacional tem os seus reflexos na economia portuguesa, evidentemente, mas não permite explicar porque é que Portugal regista dos piores desempenhos de que há informação na UE.

 

As causas dessa situação têm de ser encontradas internamente, por muito que o discurso oficial se esforce por afirmar o contrário.

 

 



publicado por codigo430 às 23:00
link do post | comentar | favorito

This is a race to the bottom

 

These strikes aren't about xenophobia. Free markets and the large corporations have run out of control

The wave of strikes across the country should come as no surprise. Popular anger is overcoming complacency and fear. The recession is exposing the true nature of the British economy. We are a country that has been ransacked by the free flow of capital. The strikes are not about xenophobia, they're about large corporations and free markets that are out of control.

 

The Lincolnshire refinery where the current dispute began is owned by the US oil company Total. It employs the giant American engineering company Jacobs which then subcontracts to an Italian firm, IREM, which cut its labour costs by using its own Italian and Portuguese workers. Big engineering contractors have been recruiting compliant and cheap foreign labour for years.

 

Britain has lost control of key industries and their labour procurement procedures. The Lincolnshire dispute is a small symptom of a big problem. Britain is a country that no longer owns the productive processes that create its wealth. Crucial economic sectors have been handed over to unaccountable foreign ownership. The government has abandoned workers to exploitation, more concerned with making them fit the global market than in protecting their interests. In Labour's working-class heartlands there is a powerful feeling of being dispossessed.

 

British and European labour market policies have centred on the drive for flexibility. The increase in short-term contracts, agency work, subcontracting and use of the "self-employed" have left workers with fewer rights. The workforce in Britain is one of the least protected in that market. Growth in employment has been concentrated in low-skill, low-wage jobs in poor conditions. The growing use of temporary and agency workers is spreading these conditions to other parts of the economy.

 

But worse has been a series of court rulings that have further deregulated labour markets. In 2003 the Finnish ferry company Viking Line reflagged its vessel and employed an Estonian crew, cutting its wage costs by 60%. Its actions were upheld by the European court of justice. In 2004 a Latvian company, Laval, sent workers to building sites in Sweden. The Swedish construction union asked the company to agree to the existing collective agreement within the building sector. It refused, operating instead under the Latvian agreement - including lower pay that undercut the Swedish workers' wages. Again, the court ruled in the company's favour. Workers' conditions and pay need only comply with the laws of the company's home country.

 

The government has done nothing to halt the EU race to the bottom. Its own labour market policies succeeded in the boom years because exploitation, precarious jobs and exploitative levels of pay could be offset by cheap credit and then hidden behind the sparkle of consumerism. Those times are over. With social insurance in short supply, people's key source of economic security was the rising asset value of their homes. That's gone. There is no cheap credit to make up for falling or stagnant wages.

 

The left must offer a real and viable alternative. We have to reverse the years of wealth redistribution from poor to rich. We need regulation to end low pay, low skill and casualised labour. Strong trade unions are the best defence against exploitation. Work and quality of life can be improved by introducing a living wage. And why don't we discuss having a maximum income? Both can be defined by establishing a maximum ratio of difference between the most and least well-paid. We need to create new forms of economic citizenship, and bring the economy and work under greater democratic control. That should be the agenda, not "British jobs for British workers".

Jon Cruddas

The Guardian, Saturday 31 January 2009

 

 



publicado por codigo430 às 00:00
link do post | comentar | favorito

Domingo, 15 de Fevereiro de 2009
A escola-depósito

 

Os pais têm um sério problema: onde deixar os seus filhos durante o tempo de trabalho? Problema que se agrava com a organização dos horários de trabalho, que lhes desorganiza a vida familiar, se é que lhes deixa tempo para ser pais.

 

A questão é complexa. Mas não se vê que os pais questionem também a organização desses horários, clamando pelo seu legítimo e humano direito de ser pais, de ter tempo para os seus filhos.

 

Não, face à entidade patronal privada ou pública, não colocam a exigência do respeito pelo seu direito e dever de ser pais.

 

Em alternativa, exercem é toda a pressão sobre a escola. E na escola, alguns até acharão que o papel primeiro dos docentes deveria ser o de tomar conta dos seus filhos.

É a visão da escola-depósito, que vem fazendo caminho entre nós.

 

Mas que não melhora os horários de trabalho dos pais, nem lhes dá mais tempo para a vida familiar e para o indispensável convívio com os seus filhos.

 

A escola-depósito não faz  a escola melhor, nem dos progenitores melhores pais.

 

Talvez seja chegada a hora, por isso, de estes e os seus representantes serem mais abrangentes na análise que fazem da questão e não tão redutores como costumam ser.

 Publicado inicialmente a 3/2/2009
 
Clicar na imagem para ampliar.
MUP

tags:

publicado por codigo430 às 13:46
link do post | comentar | favorito

Retrato da governação

 

Um olho no burro e outro no cigano

O caso Freeport lançou uma verdadeira onda de pânico no mundo financeiro e empresarial.

Banqueiros como Ricardo Salgado ou Horácio Roque, que por norma evitam envolver-se em questões políticas, não se escusaram a fazer rasgados elogios a José Sócrates.

Muitos empresários que por norma apoiavam o PSD estão hoje firmemente ao lado do primeiro-ministro, cerrando fileiras para que se aguente.

Figuras que durante anos foram identificadas com a direita – Proença de Carvalho, Nobre Guedes, Freitas do Amaral, José Miguel Júdice – surgem a defendê-lo acaloradamente.

Como entender este afã?

 

Tudo tem a sua explicação._A direita não gosta de líderes fracos – e Sócrates surge hoje como um líder forte.

Sócrates criou um modelo de ‘política musculada’ que agrada à direita.

Por outro lado, ao pôr a mão debaixo dos bancos, criando a ideia de que não os deixará cair, Sócrates tem naturalmente os banqueiros consigo.

E quem tem a sobrevivência dos bancos na mão tem os empresários na mão.

Todos os empresários, nesta conjuntura difícil, dependem desesperadamente da banca.

Um banco pode hoje com facilidade determinar a falência de um empresário: basta que lhe aumente substancialmente os juros, corte as linhas de crédito ou exija a liquidação imediata de compromissos financeiros.

Nenhum empresário quer hoje afrontar o Governo – porque não sabe como reagirão amanhã os bancos com que trabalha.

 

Mas, ao mesmo tempo que controla superiormente a banca e através dela o empresariado, Sócrates pisca o olho à esquerda.

Pode dizer-se que o primeiro-ministro tem um olho no burro e outro no cigano: satisfaz os homens de negócios garantindo-lhes apoio do Estado – e satisfaz a esquerda ideológica com promessas ‘fracturantes’.

Apoiando os casamentos de homossexuais, facilitando o divórcio, defendendo o aborto, propondo amanhã – quem sabe? – a legalização da eutanásia, Sócrates vai dando rebuçados à esquerda, adoçando-lhe a boca.

Há nesta política um certo maquiavelismo.

Mas que importa, se obtém resultados?

 

A verdade é que os banqueiros e os empresários estão-se nas tintas para as posições fracturantes que o primeiro-ministro possa tomar.

Discordando provavelmente delas, levam-nas à conta de devaneios, de fantasias – que não têm importância porque não têm consequências económicas.

E a esquerda pensa o inverso.

Discordando dos apoios do Governo à banca e aos empresários, leva-os à conta de ‘pragmatismo’, de realismo necessário para calar a boca à direita e garantir a permanência da esquerda no poder.

Sócrates faz pois, neste momento, o milagre de agradar ao mesmo tempo a gregos e troianos.

À direita pondo a mão debaixo dos bancos; à esquerda com medidas vanguardistas em matéria de costumes.

 

Além da satisfação de sectores opostos, Sócrates construiu uma eficaz ‘estrutura de exercício do poder’.

Rodeou-se de um grupo de fieis pragmáticos – Pedro Silva Pereira, Augusto Santos Silva, Armando Vara, etc. – que planeia a gestão política e estende os seus tentáculos a várias áreas (banca, empresas públicas, comunicação social) criando um sistema de condicionamento da opinião.

Muita gente tem hoje medo de falar com receio de represálias – e mesmo dentro do Partido Socialista isto acontece.

E há também chantagem e ameaças directas.

O ministro Augusto Santos Silva, fugindo-lhe a boca para a verdade, disse que gosta de «malhar» nos adversários políticos.

E – não tenhamos ilusões – não foi uma afirmação isolada: é esta a linguagem usada no círculo restrito do primeiro-ministro.

 

Vivemos um tempo que se pode classificar como de ‘democracia limitada’.

Sócrates construiu uma estrutura de poder que infunde receio.

Claro que isso também tem o seu mérito.

E em tempo de crise tem as suas vantagens.

Mas atenção: mesmo os que beneficiam deste estado de coisas devem perceber que é decisiva a subsistência de vozes livres.

Essas vozes, que hoje lhes podem parecer chatas e incómodas, serão amanhã as garantes da sua própria liberdade.

Sol
Título e sublinhado do Lux Ad Lucem


publicado por codigo430 às 13:16
link do post | comentar | favorito

O POEMA DA 'MENTE

 

Mente de corpo e alma, completa/mente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele, mente  sincera/mente,
Mas que mente, sobretudo, impune/mente...
Indecente/mente.
E mente tão nacional/mente,
Que acha que mentindo história afora,
Nos vai enganar eterna/mente.
Recebido por mail

 


tags:

publicado por codigo430 às 00:00
link do post | comentar | favorito

Sábado, 14 de Fevereiro de 2009
"Me gustas cuando callas

 

 

 


publicado por codigo430 às 00:08
link do post | comentar | favorito

S. Valentim

 

 

tags:

publicado por codigo430 às 00:05
link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
A cidadania em acção

 

Grande "Cordão Humano" em 7 de Março
"A realização de um Grande Cordão Humano no dia 7 de Março que una os grandes responsáveis pelo conflito que se instalou na Educação: Ministério da Educação, Assembleia da República  e Primeiro-Ministro"

PARECER PRELIMINAR DO DR. GARCIA PEREIRA (COMPLETO)

   


publicado por codigo430 às 23:59
link do post | comentar | favorito

A ministra assobiada

 

Já foi ministra da Educação. Depois, "ministra da Avaliação" (Sócrates dixit), agora é a ministra policiada e ministra assobiada!

 

"A ministra da Educação destacou, esta sexta-feira, numa visita à Exponor, durante a qual recebeu assobios e apupos de dezenas de alunos de Matosinhos [... ] Rodeada de policias e em velocidade cruzeiro, Maria de Lurdes Rodrigues apressou-se a visitar a Qualific@ - Feira das Educação, Formação Juventude e Emprego, fazendo poucas e curtas paragens nos stands." tsf

 


publicado por codigo430 às 23:52
link do post | comentar | favorito

Não será melhor de cooperar?

 

Para que todos possam beneficiar?

 

E esquecer isso da "competição", onde, por definição, uns só podem ganhar se outros perderem?

U.S. Intelligence: Growing Potential for Conflict

The risk of international conflict will increase in the next two decades as China, India, and Russia become major powers and competition for resources grows, says a top U.S. official.
The next 20 years of transition to a new international system will be fraught with risks and challenges with the rise of emerging powers and a historic transfer of wealth and economic power from West to East, says U.S. Director of National Intelligence Mike McConnell.
"Given the confluence of factors from a new global international system, increasing tension over natural resources, weapons proliferation, things of this nature, we predict an increased likelihood for conflict," he added.
 


publicado por codigo430 às 00:00
link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
"O remédio universal - despedir aqueles que são os menos culpados."

 

"Eis outra forma de fraude universalmente aceite"

"Ocorre quando uma empresa com problemas se depara com as forças adversas da realidade. As causas do fraco desempenho são conhecidas.

 

Essas causas são, invariavelemente, as mesmas - as impessoais forças de mercado, as restrições gerais impostas, o simples roubo.

 

O remédio universal: uma reestruturação vigorosa - despedir aqueles que são os menos culpados.

 

Quanto maior o número de despedimentos, mais convincente se torna uma boa perspectiva financeira."

Galbraith, John KennethA Fraude Inocente. p.62, 63.
 

 



publicado por codigo430 às 18:13
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
Agressão a professor

 

A PSP vai comunicar ao Ministério Público (MP) a agressão sofrida, terça-feira, por um professor de Inglês da Escola Básica 2,3 Dr. Francisco Sanches de Braga, que ficou a sangrar abundantemente depois de esmurrado pelo tio de um aluno, disse hoje à Lusa fonte da corporação
A fonte adiantou que Luís Pires foi atacado, ao final da tarde, por um indivíduo, tio de um aluno da escola, que o esmurrou na cara, provocando-lhe diversas feridas contusas, que obrigaram o presidente do Conselho Executivo do estabelecimento de ensino a conduzi-lo à Urgência do Hospital de S. Marcos.
Ler mais
Como as coisas estão, o professor ainda corre o risco de ser penalizado sob a acusação de não saber manter uma adequada relação pedagógica com o aluno em questão.
 Claro que situações destas não podem ser desligadas da degradação do estatuto profissional e social dos docentes, em que o governo se empenhou, e que também encontra expressão noutras dimensões da vida escolar, como seja, por exemplo, a gestão muito pouco democrática que se quer aplicar às escolas.
 


publicado por codigo430 às 20:33
link do post | comentar | favorito

Globalização

 

 



publicado por codigo430 às 18:45
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Euro vs US Dollar
[Most Recent Exchange Rate from www.kitco.com]
Siouxsie And The Banshees - Dear Prudence
Coldplay - Paradise (Official)
Peter Gabriel - Games Without Frontiers
Je suis un homme - zazie
Vídeos
posts recentes

Fontes do Crescimento Eco...

El duro discurso de Marth...

¿Por qué el 'padre del iP...

A história de um Chef que...

Trabalho de pesquisa

Estatísticas do Turismo

Estrelas

Organizações Mundiais

Pent

Prova de Economia

links
tags

vídeos

opinião

cidadania

crise

democracia

economia

avaliação

globalização

humor

informação

outros temas

professores

actividades

música

enriquecimento

ambiente

sociologia

recursos

tve2

eua

informação vídeos

rtp

gripe

militarismo

videos

estudos

ensino

alunos

sic

estatísticas

escola

europeias

visitas de estudo

agricultura

poesia

fenprof

tvi

china

video

fome

divulgação

saramago

cef

iraque

profissional

vídeos tve2

galeano

leap

manifestações

pobreza informação

teoria

tve1

espinho

petróleo

técnico de secretariado

turismo

dia mundial

guerra

honduras

rosa

brasil

coltan

cultura

democracy

emigração

informação tve2

jn

laranjeira

outros temas vídeos

porto

sindicatos

colóquios

desigualdade

direito

economia tve2

estado

expresso

frases

galbraith

galeano tve2

gripe vídeos

obama

ocde

palestina

pedagogia

pobreza

privado

público

redes sociais

rt

técnico de comércio visitas de estudo

afeganistão

água informação vídeos

bbc

cgtp

chossudovsky

educação

fne

irão

manuel freire

todas as tags

Dívida Pública Mundial e por país

Tocar na imagem!
Outubro 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


pesquisar
 
subscrever feeds
arquivos

Outubro 2016

Dezembro 2015

Setembro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Janeiro 2014

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Julho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Maio 2006