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Lux Ad Lucem

Blogue de opinião e divulgação.

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19.Out.09

Crise sistémica global - A União Europeia na encruzilhada em 2010: cúmplice ou vítima do afundamento do dólar?

 

As grandes tendências das fase 4 e 5 da crise sistémica global (fase de decantação e fase de deslocação geopolítica mundial) a cada dia revelam-se um pouco mais. Doravante todo o mundo compreende que os Estados Unidos estão capturados numa espiral incontrolável que associa a insolvência generalizada do país com a incompetência flagrante das elites estado-unidenses para por em execução as soluções necessárias. A anunciada cessação de pagamentos dos Estados Unidos já está em curso como é ilustrado pela queda do dólar e pela fuga dos capitais para fora do país: apenas o nome do liquidador e o reconhecimento da falência ainda não são conhecidos, mas isso não deverá tardar. E, como espelho do seu líder, o Ocidente, de que o Japão se afasta um pouco mais a cada dia com a execução das suas novas orientações políticas, económicas, financeiras e diplomáticas , já está em plena deliquescência tal como a NATO no Afeganistão.

Assim, segundo o LEAP/E2020, o ano de 2010 vai colocar a União Europeia no cerne de quatro constrangimentos estratégicos que lhe vão impor escolhas urgentes num contexto de colapso acelerado do campo ocidental, que se poderia simplificar resumindo-o ao destino do US dólar. Estas escolhas definirão duradouramente o papel dos europeus no mundo após a crise. Quer se afirmem como actores-chave da estruturação do mundo de amanha afirmando a sua própria visão do futuro e procurando parceiros ad hoc sem exclusividade, quer se contentem em serem vítimas aquiescentes do naufrágio do Ocidente seguindo a cegueira de Washington na sua descida aos infernos. No primeiro caso, a UE assumiria plenamente a sua finalidade histórica de dar outra vez aos europeus o domínio do seu destino colectivo; nos segundo, revelar-se-ia ser apenas o pingente ocidental do Comecon, apêndice sem futuro da superpotência tutelar.
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