Blogue de opinião e divulgação.

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Os polícias dão o exemplo!

 

 

Repare-se no dramatismo da situação. Os profissionais  não vêem a sua situação social e profissional a evoluir, a melhorar, antes pelo contrário, o que constatam é uma profunda regressão.

 

Evidentemente, algo vai mal na sociedade, que deveria estar organizada para garantir o progresso nas condições de vida dos seus cidadãos.

 

Mas, no caso concreto, os polícias não baixam os braços, não desanimam.

Um bom exemplo para outros sectores profissionais...


publicado por codigo430 às 11:44
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
"Quem nunca pecou que atire a primeira pedra"

 

Qualquer acontecimento é multifacetado e susceptível de variadas leituras.

 

Mas este país ainda não é dirigido pelo sensacionalismo noticioso,  nem pelo lamentável culto da lapidação de quem se julga que foi apanhado em falta, nem tão pouco pela sordidez mexeriqueira.

 

Não, este país ainda é um Estado de direito.

 

E à luz do Direito, uma professora foi vítima de uma acção criminosa.

 

E para salvaguarda dos superiores interesses da sociedade e de todos os cidadãos seria conveniente que esse crime não passasse sem ser dirimido nas instituições competentes para o efeito.

 
 

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publicado por codigo430 às 21:41
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Que cara de enterro!

 

Compreende-se! Afinal, teve de reconhecer que 60 mil docentes não entregaram os Objectivos Individuais.

 

É o requiem de uma ministra derrotada, que no seu estertor procura passar por vítima quando foi sempre a ultrajadora.

 

Daqui a pouca já ninguém se lembrará de quem foi Maria de Lurdes Rodrigues.

 

Mas os docentes continuarão na sua nobre tarefa. E saberão recobrar de todo o mal que o governo e a ministra fizeram.

 
Foto do Público
 


publicado por codigo430 às 21:20
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O que faz cada um?

 

Afrontados nos seus direitos e dignidade profissional é frequente muitos docentes indagarem:

 

Mas o que é que fazem os sindicatos?

 

Todas as questões são legítimas, evidentemente, mas antes de se perguntar sobre o que é que os outros fazem, cada docente, cada professora e cada professor deve interrogar-se a si próprio:

 

Mas o que é que faço eu (o que é que tenho feito? O que é que posso fazer?) para enfrentar os ataques de que os docentes, o ensino e a escola pública estão a ser vítimas?

 

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publicado por codigo430 às 06:04
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Educação para a delinquência

 

A notícia veio em tudo o que é jornal e TV: uma professora da Escola EB 2,3 Sá Couto, em Espinho - que dezenas de alunos seus consideram "a mais espectacular da escola" e uma "segunda mãe" - foi suspensa "após afirmações de cariz sexual".

 

A suspensão foi ditada pelo Conselho Directivo depois de duas alunas terem gravado afirmações suas numa aula, alunas que, segundo vários colegas, "fizeram aquilo de propósito e provocaram a conversa toda porque sabiam que estavam a gravar".

 

A Associação de Pais e a DREN acharam muito bem. Ninguém, nem pais, nem Conselho Directivo, nem DREN "acharam mal" o facto de duas jovens de 12 anos terem cometido um crime (se calhar encomendado) para alcançarem os seus fins.

 

O Código Penal pune com prisão até 1 ano "quem, sem consentimento, gravar palavras proferidas por outra pessoa e não destinadas ao público, mesmo que lhe sejam dirigidas", punição agravada de um terço "quando o facto for praticado para causar prejuízo a outra pessoa".

 

Educadas desde jovens para a bufaria e a delinquência e sabendo que o crime compensa, que género de cidadãos vão ser aquelas miúdas?

JN
 

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publicado por codigo430 às 23:17
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Sábado, 16 de Maio de 2009
Eleições europeias

 

No sentido de sensibilizar para a participação nas eleições europeias, no dia 7 de Junho, coloquei no blog alguns vídeos das opções eleitorais ao dispor dos eleitores.

 

Não de todas, incluindo a do partido do Governo. Não foi esquecimento. Nem tão pouco qualquer razão de natureza pessoal. Simplesmente, não considero que José Sócrates e os que propõe sejam merecedores da consideração dos portugueses e dos docentes em particular.

 

Sei que há pessoas que desvalorizam estas eleições, por serem para o Parlamento Europeu, defendem a abstenção como uma forma de castigar "os políticos" e que as eleições legislativas é que interessam para a questão do Governo.

 

No entanto, os que assim pensam devem considerar que, na noite de 7 de Junho próximo, 22 eurodeputados portugueses serão eleitos para o PE, seja a abstenção grande ou pequena.

 

E que se o PS obtiver um bom resultado, logo de imediato, não deixará de o reivindicar como um apoio dos eleitores às políticas que o Governo vem desenvolvendo, incluindo as do martírio dos docentes, do ensino e da escola pública.

 

Os docentes, professoras e professores, têm sofrido tanto durante estes quatro anos. O que querem? Continuar a sofrer? Ou, com o seu voto, contribuir para que a alegria volte a sorrir?

 

 



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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009
Jornada Nacional de Luta e de Luto

 

 
 


publicado por codigo430 às 23:18
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Como ficará a corrupção com o bloco central?

 

 

 

"Um bloco central ou uma coligação nada virá a alterar. A corrupção não aumentará, será dividida em dois"

Público
 


publicado por codigo430 às 00:00
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Domingo, 10 de Maio de 2009
Visitas surpresa?

 

Permanentemente, só para evitar a contestação? É de duvidosa ética. Um governante que sabe que não é desejado no país, ao ponto de ter de se deslocar em segredo, deveria ter a dignidade de proceder como é suposto acontecer em democracia: demitir-se.

 

Além do mais, a Sr.ª ministra, com indisfarçável ódio e sanha persecutória para com a classe docente,  deu corpo a uma política dita educativa, economicista de facto, baseada  em pressupostos (ideológicos) hoje completamente falidos.

 

A saber: "O Estado mínimo, o que era bom era reduzir o peso do Estado na economia e na sociedade. Era tudo para privatizar, incluindo a educação e outras funções sociais do Estado, que voltaria à configuração do século XIX, a seu cargo ficando apenas as forças militares e de segurança e pouco mais."

Essa ideologia retrógada, que disfarçaram de concepção científica, aplicada em toda a parte, conduziu à crise actual,  à crise no nosso país e no sector da educação em particular.

 

E é por isso que a Sr.ª ministra, não querendo assumir que errou, mantém-se no lugar, desloca-se sem se anunciar, por temor da justa indignação dos que tão gravemente prejudicou.

 
Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não”
09-May-2009

7 de Maio de 2009, dia do patrono da ES/3 Dr. José Macedo Fragateiro. A Ministra da Educação aproveitou a efeméride para ir à escola entregar diplomas e, supostamente, ver a Escola antes das obras que aí vão ser realizadas. Tudo ocorreu com grande secretismo, mas, no próprio dia, adivinhava-se que a visita ia mesmo acontecer.

 

Ao final da tarde, no exterior, foram-se juntando professores/as de várias escolas de Ovar, vestidos de luto, que de mãos dadas em silêncio, foram ladeando a porta de entrada da escola, por onde presumivelmente passaria o carro da ministra.

Finalmente chegou, mas “num golpe de rins” o carro guinou para um portão lateral.

 

Maria de Lurdes Rodrigues teve medo daquele luto e daquele silêncio. A indignação foi tão grande que, espontaneamente, em coro (forte, muito forte) os professores gritaram: "há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!". Foi um momento de grande emoção colectiva.


Dentro da escola os professores também vestiam de luto.


A ministra entro, falou, entregou diplomas, mas os professores mantiveram-se obstinadamente juntos e silenciosos. Depois o "Canto Décimo", também de luto vestido dedicou o seu canto aos professores portugueses, e à memória de José Fragateiro, evocando a frontalidade democrática que o caracterizava, e que o faria, certamente, estar ao lado dos professores, nestes tempos tão difíceis que estão a passar.

 

No fim da sessão, um grupo de professores entregou à Ministra um documento de protesto, que deixamos aqui, para que conste. A resistência continua! E a Ministra foi-se embora sem visitar a Escola.

Senhora Ministra da Educação

Excelência

 

Hoje, dia 7 de Maio de 2009, a nossa Escola – a Escola Secundária com 3.º Ciclo do E.B. José Macedo Fragateiro – está em festa.

 

Durante todo o dia foi possível verificar, em muitos dos nossos espaços interiores e exteriores, o profissionalismo, a dedicação e empenho dos professores, dos alunos e dos funcionários que integram o conjunto da nossa comunidade escolar.

 

Ao longo do dia, por entre todas as actividades aqui realizadas, pudemos também perceber e sentir o espírito e a presença do legado que nos deixou o nosso patrono, colega e companheiro de alguns de nós em tempos difíceis do nosso sistema educativo, o Dr. José Macedo Fragateiro.

 

O Dr. Fragateiro foi e continua a ser para nós um modelo de pedagogo que, sem alaridos nem arruaça, soube mostrar-nos (a professores, a alunos e a funcionários) como se deve combater pela liberdade, pela justiça e pela qualidade da escola pública. O Dr. Fragateiro foi e continuará a ser para nós um exemplo de cidadão que não verga a cerviz e não cede a tiques de autoritarismo ou à imposição de quaisquer tipo de mordaça ou inibição da liberdade e autonomia que deve reger o verdadeiro trabalho docente (um magistério!)  nem ficaria indiferente perante toda e qualquer manifestação de ataque à dignidade e prestígio da função docente. Se cá estivesse ainda, certamente estaria ao nosso lado e não aceitaria a perda da democracia na gestão das escolas nem alinharia com processos de pseudo-avaliação de desempenho docente nem com a divisão da nossa carreira em diferentes categorias.

 

Neste dia, portanto, que foi de festa e de alegria, não poderíamos deixar de lhe manifestar – em nome da grande maioria dos professores desta escola – a nossa tristeza e mágoa por tudo o que o seu Ministério nos tem feito e continua a fazer, destruindo a nossa vontade de trabalhar mais e sempre em prol da formação dos nossos alunos como cidadãos livres, críticos e independentes.

 

A senhora Ministra sabe certamente as razões por que lhe dizemos isto.

 

Professores da Escola Sec. José Macedo Fragateiro

O Norte da Escola Pública
 


publicado por codigo430 às 18:00
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
VÍNCULOS AO ESTADO: IMPUGNAÇÃO

 

Caro(a) Colega,

Aplicando a Lei 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, a escolas estão a notificar os professores de que transitaram para a modalidade de contrato individual de trabalho em funções públicas. Desta forma cessa unilateralmente o vínculo de nomeação como funcionário público.

As escolas que não procederam à afixação das listas/aviso ou à notificação vão fazê-lo certamente nos próximos dias.

Trata-se de um recuo de décadas nos nossos direitos: o fim dos vínculos de trabalho e o princípio do fim dos quadros (QE e QZP).

A muitos de nós nunca tal coisa passou pela cabeça... Pois, mas, com este Governo e esta maioria, tudo pode acontecer !

Ora, para além do ataque a direitos com décadas, na opinião dos juristas, esta situação viola vários princípios legais e constitucionais.

Desde logo, são violados os princípios da segurança jurídica e da confiança, que fazem parte de um Estado de Direito democrático, consagrado no art. 2.º da Constituição da República Portuguesa (CRP). São também violados os art. 53.º e 58.º da mesma CRP, que garantem o direito à função pública e o direito ao lugar.

Esta situação tem que ser contestada no plano da acção sindical, mas também juridicamente. Neste último domínio, o primeiro passo é a impugnação do acto administrativo com que o Governo pretende pôr fim aos vínculos ao Estado , por exemplo, dos professores dos QE e QZP.

Anexamos [...] uma minuta para a impugnação daquele acto ilegal.

Este requerimento deverá ser enviado no prazo de 30 dias contado da data da publicação da lista de transição nas Escolas ou, para os professores que não se encontrem a exercer funções docentes, da data em que da mesma transição forem notificados.


Fonte: SPRC.FENPROF
 
Não esqueçam: quem não fizer esta impugnação hierárquica, fica impedido de impugnar contenciosamente.
Fonte: MUP
 


publicado por codigo430 às 01:16
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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009
Eleições europeias a 7 de Junho

 

Teme-se uma grande abstenção nas eleições europeias de 7 de Junho próximo.

 

Votem muitos ou votem poucos, no final do dia 22 eurodeputados portugueses serão eleitos para o PE.

 

Não será, também por isso, preferível participar e tentar influenciar os resultados?

 

Os docentes, que tanto têm sofrido, não quererão dar uma lição ao Sócrates e contribuir para a criação de um clima político mais favorável aos seus interesses e ao bem do país, uma vez que é claro que o Governo prejudica uns e outro?

 

Mas estas não são eleições legislativas, pode-se dizer. Pois não, mas se o partido de José Sócrates obtiver um bom resultado logo não virá ele reclamar o apoio dos portugueses para a sua política e para o que tem andado a fazer aos docentes?

 

É isso o que queremos ouvir na noite de 7 de Junho?

 
 


publicado por codigo430 às 06:44
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Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
Apoiante de Alegre diz-se perseguida pelo PS por causa das suas declarações

 

Rosário Gama tinha criticado o registo de faltas dos alunos
Rosário Gama, militante socialista apoiante de Manuel Alegre e presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária Infanta D. Maria, acusou hoje o PS de “não aceitar o contraditório, mesmo vindo do interior do partido”. E, em declarações ao PÚBLICO, apontou como “sinal” disso as questões que lhe foram colocadas por deputados socialistas sobre declarações que fez ao “Expresso” e que, denuncia, revelam “uma atitude persecutória sobre quem manifesta uma opinião contrária à do poder”.

Tem razão! Mas não se preocupe muito com isso. Estão desmiolados. É lamentável.

 

Responda-lhes simplesmente que dirige uma das melhores escolas do país, que pode ser apresentada como exemplo, o que não é o caso desses deputados e do Governo que apoiam, não são exemplo para ninguém!

 


publicado por codigo430 às 23:53
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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009
Plataforma Sindical anuncia Manifestação Nacional de Professores a 30 de Maio

 

A Manifestação Nacional dos Professores e Educadores Portugueses, a realizar em Lisboa, no próximo dia 30 de Maio (sábado), demonstrará o protesto e a rejeição da política educativa do actual Governo.

 

Será também uma jornada de exigência de revisão efectiva do ECD e de suspensão e substituição do actual modelo de avaliação do desempenho, ao mesmo tempo que  revelará junto dos partidos políticos a necessidade de assumirem compromissos claros no sentido de, na próxima Legislatura, ser profundamente alterado o rumo da política educativa e revistos quadros legais que impõem medidas muito negativas e gravosas, como é o caso do Estatuto da Carreira Docente, entre outros, sublinha a declaração apresentada ao início da tarde (4 de Maio), em Lisboa, pela Plataforma Sindical, através do seu porta-voz, Mário Nogueira, em conferência de imprensa (foto) realizada após a Semana de Consulta dos Professores, no âmbito da qual decorreram, em todo o País, cerca de 1.400 reuniões sindicais. No diálogo com os jornalistas, Mário Nogueira deixou um forte apelo à participação nesta nova manifestação nacional, salientou a importância das outras iniciativas a realizar nos próximos dias, com destaque para a jornada de 26 (com plenários, reuniões e paralisação de dois tempos lectivos) e referiu que a realização de outras acções e lutas depois de 30 Maio está dependente da reacção do Governo aos justos protestos e às legítimas reivindicações dos professores e educadores portugueses./ JPO

 

 


publicado por codigo430 às 23:04
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O caminhante faz o caminho caminhado

 

 


publicado por codigo430 às 18:33
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Sábado, 2 de Maio de 2009
1.º de Maio

 

 Lisboa
 

 

Porto, onde foi nítido que a participação ultrapassava em muito a do 1.º de Maio de 2008
 


publicado por codigo430 às 17:23
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E agora, parir algo completamente diferente

 

anterozóide
 

 



publicado por codigo430 às 12:00
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009
Ética mínima

 

Face às críticas dos pais que acusam os inspectores do ME que inquiriram alunos da Secundária de Fafe acerca de uma manifestação contra a ministra de terem utilizado, nos interrogatórios dos jovens, métodos "absolutamente inconcebíveis depois do 25 de Abril" e os terem incitado a acusar e denunciar os seus professores, defende-se a Inspecção-Geral da Educação dizendo que tudo o que fez foi "legal".

 

Juntamente com o "cumprimento de ordens", a "legalidade" sempre foi (foi-o em momentos sórdidos do século XX e continua a sê-lo) a explicação mais à mão para justificar o injustificável.

 

Como se só o que é ilegal fosse condenável. Os inspectores do ME terão contudo lido Jellinek na Faculdade e saberão que o direito é apenas o "mínimo ético" (e conhecendo nós quem faz as leis, podemos ter uma ideia de quão eticamente mínimo é esse mínimo…)

 

Ora talvez a um ministério da "Educação" seja exigível, nas relações com escolas e com jovens, um pouco mais - a não ser que no Ministério se esteja em greve à ética - que o cumprimento de serviços mínimos éticos.

 

Mas, se calhar, sou eu que estou a ver mal a coisa.

JN


publicado por codigo430 às 18:38
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Lamentável atitude da candidatura do PS

 

Depois de tudo o que o governo do PS tem feito ao país e aos trabalhadores, os despedimentos, a precariedade, a desigualdade no rendimento, a alteração dos vínculos laborais, o endividamento do país, a destruição do aparelho produtivo nacional, o candidato que encabeça a lista do PS ao Parlamento Europeu, pessoalmente escolhido por José Sócrates de quem é apoiante indefectível, decide o inimaginável, apresentar-se no 1.º de Maio na manifestação da principal central sindical portuguesa, a CGTP-In, que tem sido incansável na resistência aos desmandos governamentais.

 

A recepção não foi agradável, como sabia e desejava o dito candidato do PS.

 

Que logo aproveitou para se colocar no centro dos acontecimentos do 1.º de Maio, desviar as atenções do justo descontentamento e indignação dos portugueses, fazer de vítima, ele que é o representante pessoal do governo mais arrogante e autoritário no pós-25 de Abril, e tirar dividendos políticos e eleitorais.

 

No fundo, uma manobra de provocação política clássica e que o PS já usou várias vezes.

 

Mas o que é que resta a este partido senão o desvario e a provocação, depois de 4 anos de desgoverno e de tantas mentiras, para tentar convencer os portugueses a votar nele a fim de eleger deputados, para mais quando sempre impediu os eleitores de votar em referendo  os diversos tratados europeus que assinou, o último dos quais o de Lisboa?

 

Este partido, esta espécie de cavalheiros, bem colocados na vida, que nunca caem no desemprego, pois para eles, saídos de um lugar há sempre logo outro bem remunerado onde se aconchegam, parece que não compreendem o sofrimento da generalidade dos portugueses, provocado pelo que fazem no governo e parlamentos ou pelo que apoiam que seja feito.

 

As pessoas sofrem, indignam-se, protestam e podem não conter o seu desespero ante a desvergonha dessa gente que ainda tem a lata de lhes aparecer para pedir ou sugerir o voto.

 

É triste, mas é a realidade. O PS fará tudo para continuar a atormentar os cidadãos e dizer que os outros é que são o problema.

 


publicado por codigo430 às 17:45
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Quinta-feira, 30 de Abril de 2009
Providência cautelar interposta por SPRC/FENPROF foi decretada!

 

O Ministério da Educação foi condenado, por sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra (TAFC) e obrigado a abster-se de informar os Presidentes dos Conselhos Executivos (PCE) das escolas e agrupamentos que estes poderão, tendo em conta as situações concretas das suas escolas, fixar [ou não] os objectivos individuais (OI) de avaliação dos docentes que os não tenham entregado.

 

Ou seja, tendo sido decretada definitivamente esta providência cautelar, fica ultrapassada a possibilidade de serem criadas situações de desigualdade, decorrentes de decisões tomadas de forma arbitrária, que permitiam que alguns PCE's recusassem avaliar os docentes por estes não terem proposto os seus OI. Seguir-se-á, agora, a interposição, junto do mesmo Tribunal, da acção administrativa especial.

 

Para a FENPROF, as razões que levaram à interposição desta providência cautelar sobre as orientações da DGRHE/ME, nomeadamente as datadas de 09/02/2009, foram acolhidas pelo TAFC que não autoriza o ME a manter este tipo de orientação passível de ferir o princípio da igualdade consagrado na Constituição da República Portuguesa.

 

O TAF de Coimbra considerou desnecessária qualquer prova testemunhal por entender que as provas documentais apresentadas são suficientemente fortes para provarem a violação daquele princípio constitucional.

 

Para a FENPROF, fica, desta forma, desfeita a dúvida quanto à possibilidade de, em algumas escolas, os professores que não entregaram a sua proposta de OI não serem avaliados pelo simples facto de, os respectivos PCE's, alegarem indefinidas "situações concretas das suas escolas". Parece, também, caírem por terra as ameaças do ME, quanto a eventuais penalizações desses professores. Ameaças que, contudo, têm sido feitas à margem de qualquer fundamentação legal, como, recentemente, confirmaram os membros da equipa ministerial na sua deslocação à Assembleia da República.

 

Com mais esta derrota do ME, mais desacreditado fica o seu modelo de avaliação e mais se justifica que seja suspenso ainda este ano lectivo e rapidamente substituído. A não acontecer, o ME corre o sério risco de sofrer novas e mais pesadas derrotas que, no plano político, teriam impacto ainda mais relevante, nomeadamente se o Tribunal Constitucional declarar inconstitucional o Decreto-Regulamentar 1-A/2009 ("simplex" avaliativo), conforme lhe foi suscitado pela Assembleia da República, ou o Ministério Público declarar ilegal aquele diploma, conforme lhe foi requerido pela FENPROF.

 

Da parte da FENPROF tudo será feito para combater este modelo de avaliação, sendo o recurso à via jurídica um dos caminhos a seguir sempre que, como é o caso, o ME procurar impor a sua vontade recorrendo a ilegalidades.

 

O Secretariado Nacional da FENPROF
30/04/2009

 


publicado por codigo430 às 23:21
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Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Toca a reprimir

 

É a "educação" governamental!
"Alunos de Fafe interrogados sobre ‘manifestação dos ovos’" - Sol
Também se pode dizer que é para o que servem as maiorias absolutas. Para o Governo ficar impune ante todos os despautérios, como esta atitude «absolutamente inconcebível depois do 25 de Abril»
 


publicado por codigo430 às 13:10
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