Blogue de opinião e divulgação.

Quarta-feira, 25 de Março de 2009
Cimeira do G20 em Londres: a última oportunidade antes da deslocação geopolítica mundial

 

Carta aberta aos dirigentes do G20
Senhores e Senhoras:

Resta-vos menos de um semestre para evitar que o planeta afunde numa crise de que será preciso mais de uma década para sair, com um terrível cortejo de infelicidades e de sofrimentos. Esta carta aberta do LEAP/E2020, que desde Fevereiro de 2006 havia anunciado a iminência de uma "crise sistémica global", pretende tentar indicar-vos resumidamente porque assim é e como evitá-lo.

Com efeito, se os senhores começaram a suspeitar da amplitude da crise há menos de um ano, foi em Fevereiro de 2006, na 2ª edição do seu "Global Europe Anticipation Bullletin" (GEAB), que o LEAP/E2020 anunciou a entrada do mundo na "fase de desencadeamento" de uma crise de amplitude histórica. E desde esta data, o LEAP/E2020 continuou, a cada mês, a antecipar de uma maneira muito fiável as evoluções da crise na qual o mundo inteiro se debate doravante. O que nos levou a vos escrever esta carta aberta com a esperança de que ela esclarecerá as vossas escolhas daqui a alguns dias.

Esta crise agrava-se perigosamente. Recentemente, por ocasião da 32ª edição do seu boletim, o LEAP/E2020 lançou um alerta muito importante que vos concerne directamente, vós os dirigentes do G20: se, reunidos em Londres a 2 de Abril próximo, não forem capazes de adaptar decisões audaciosas e inovadoras concentrando-se no essencial, e iniciar a sua execução daqui até o Verão de 2009, então no fim deste ano a crise entrará na fase de "deslocação geopolítica generalizada" que afectará tanto o sistema internacional como a própria estrutura das grandes entidades políticos como os Estados Unidos, a Rússia, a China ou a UE. E os senhores então já não controlarão mais nada para a infelicidade dos seis mil milhões de habitantes do nosso planeta.

Vossa opção: uma crise de 3 a 5 anos ou uma crise de mais de uma década?

Infelizmente, como nada vos preparou para enfrentar uma crise de uma tal amplitude histórica, até ao presente os senhores ocuparam-se apenas dos sintomas ou das causas secundárias. Os senhores pensaram que bastava por combustível ou óleo no motor mundial, sem perceberem que estava muito simplesmente avariado e sem esperança de reparação. É um novo motor que é preciso construir. E o tempo pressiona pois cada mês que passa deteriora um pouco mais o conjunto do sistema internacional.

Como em toda a grande crise, é preciso ir ao essencial. Como em toda crise de dimensão histórica, a única opção está entre empreender rapidamente mudanças de radicais e encurtar consideravelmente a duração da crise e suas consequências trágicas ou ao contrário recusar as mudanças radicais tentando salvaguardar o existente, para não conseguir senão prolongar duravelmente a crise e aumentar todas as suas consequências negativas. Em Londres, a 2 de Abril próximo, os senhores terão assim a opção entre resolver a crise em 3 a 5 anos de uma maneira organizada ou, ao contrário, arrastar o planeta para uma década terrível.

Limitar-nos-emos aqui a destacar três conselhos que consideramos estratégicos, ou seja, se não forem postos em acção daqui até ao Verão de 2008 a deslocação geopolítica mundial tornar-se-á inevitável a partir do fim deste ano.

OS TRÊS CONSELHOS DO LEAP/E2020

1- A chave da crise é a criação de uma nova divisa internacional de referência!

O primeiro conselho resume-se a uma ideia muito simples: a chave da crise actual encontra-se na reforma do sistema monetário internacional herdado do após 1945 a fim de criar uma nova divisa internacional de referência. O dólar americano e a economia dos Estados Unidos já não estão em condições de serem os pilares da ordem económica, financeira e monetária mundial. Enquanto este problema estratégico não for abordado directamente, e depois tratado, a crise aprofundar-se-á pois esta está no cerne das crises dos produtos financeiros derivados, dos bancos, dos preços da energia, ... e das suas consequências em termos de desemprego maciço e de baixas dos níveis de vida. É portanto vital que esta questão seja o objecto principal da Cimeira do G20 de Londres e que os primeiros elementos de solução sejam ali lançados. A solução para estes problemas é igualmente bem conhecida: trata-se de criar uma divisa de referência internacional (que se poderia chamar o "Global") fundada sobre um cabaz de moedas correspondente às principais economias do planeta, a saber, o US Dólar, o Euro, o Yen, o Yuan, o Khaleel (moeda comum dos estados petrolífero do Golfo será lançada a 1 de Janeiro de 2010), o Rublo, o Real, ... e fazer gerir esta divisa por um "Instituto Monetário Mundial", cujo Conselho de Administração reflicta os pesos respectivos das moedas que compõem o "Global". Os senhores devem pedir ao FMI e aos bancos centrais envolvidos para preparar um plano nesse sentido para Junho de 2009 com o objectivo de pô-lo em acção a 1 de Janeiro de 2010. É o vosso único meio de retomar a iniciativa durante o tempo em que se desenrola esta crise. E é o único meio de concretizar a implementação de uma globalização partilhada, partilhando a moeda que está no cerne de toda a actividade económica e financeira.

Segundo o LEAP/E2020, se uma tal alternativa ao sistema actual em pleno colapso não tiver começado a ser preparada daqui até ao Verão de 2009, demonstrando que existe um outro caminho além do "cada um por si", o sistema monetário internacional actual não passará do Verão. E se certos Estados do G20 pensam que é preferível manter mais tempo os privilégios que lhes proporciona o status quo, eles deveriam meditar no facto de que hoje ainda podem influenciar de maneira decisiva a forma que tomará este novo sistema monetário mundial. Uma vez iniciada a fase de deslocação geopolítica, perderão ao contrário toda aptidão para fazê-lo.

2- Controlar o conjunto dos bancos o mais rapidamente possível!

O segundo conselho já foi amplamente evocado nas discussões anteriores à vossa reunião. Deveria pois ser fácil adoptá-lo. Trata-se de instalar daqui até ao fim de 2009 um sistema de controle dos bancos à escala mundial que suprima todo "buraco negro". Várias opções já vos foram propostas pelos peritos. Tomem a decisão desde já. Nacionalizem o mais rapidamente possível quando preciso! Este é em todos os casos o único meio de prevenir um novo endividamento maciço dos estabelecimentos financeiros como o que contribuiu para a crise actual, e de mostrar às opiniões públicos que os senhores têm credibilidade face aos banqueiros.

3- Façam avaliar rapidamente pelo FMI os sistemas financeiros estado-unidense, britânico e suíço!

O terceiro conselho refere-se novamente a uma questão muito sensível politicamente que no entanto é incontornável. É indispensável que o FMI remeta ao G20, o mais tardar em Julho de 2009, uma avaliação independente dos três sistemas financeiros nacionais no núcleo da crise financeira: o dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Suíça. Nenhuma solução durável poderá com efeito ser posta eficazmente em acção enquanto ninguém tem a menor ideia das devastações causadas pela crise a estes três pilares do sistema financeiro mundial. Já não é tempo de "usar luvas" com países que estão no cerne do caos financeiro actual.

Escrevam um comunicado simples e breve!

Para terminar, permitimo-nos apenas lembrar que doravante os senhores têm de restaurar a confiança junto a 6 mil milhões de pessoas e junto a dezenas de milhões de instituições públicas e privadas. Assim, não esqueçam de redigir um comunicado curto, que não tenha mais de duas páginas, que não contenha mais de três ou quatro ideias centrais e que seja legível para não peritos. Do contrário, os senhores não serão lidos fora do círculo estreito dos especialistas e não poderão ressuscitar a confiança da maioria condenando assim a crise a agravar-se. Se esta carta aberta vos ajudar a sentir que a História vos julgará por aquilo que tiverem conseguido fazer ou não nesta Cimeira, então ela não terá sido inútil. Saibam simplesmente que, segundo o LEAP/E2020, os vossos povos respectivos não esperarão mais de um ano para vos julgar. Uma coisa entretanto é certa: desta vez os senhores não poderão dizer que não foram prevenidos!

Franck Biancheri
Director de Estudos do LEAP/E2020

Presidente do Newropeans

Terça-feira, 24 de Março de 2009
 
Este documento pode ser pode ser lido também:
Resistir.info, com uma critica
Ao sabor da maré
 
O G20 reúne os países mais ricos do Mundo (França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Espanha, Holanda e a Comissão Europeia por parte da UE, Estados Unidos, Canadá e Japão) e as economias emergentes (África do Sul, Argentina, Arábia Saudita, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México, Rússia e Turquia)
Uma das questões que se levanta - e que aqui e ali veladamente se vai colocando - é sobre a legitimidade deste grupo de países para decidir questões que afectam toda a Humanidade.
 


publicado por codigo430 às 13:10
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Terça-feira, 24 de Março de 2009
O fosso entre Norte/Sul

 

 


publicado por codigo430 às 18:28
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Dívida ao estrangeiro aumentou 54% durante o governo Sócrates

 

No fim de 2008 o crédito ao imobiliário, à construção e habitação era dez vezes superior ao credito à agricultura, pesca e indústria
O DÉFICE CRESCENTE DAS NOSSAS RELAÇÕES COM O ESTRANGEIRO
De acordo com o Boletim Estatístico do Banco de Portugal, entre 2005 e 2008, o défice da Balança Corrente Portuguesa aumentou em 42,6%, pois passou de 14.139 milhões de euros para 20.163 milhões de euros, enquanto o PIB cresceu apenas 11,4%. Como consequência, entre 2005 e 2008, aquele défice passou de 9,5% do PIB para 12,1%.
 
EM QUATRO ANOS, A DIVIDA EXTERNA LÍQUIDA PORTUGUESA AUMENTOU EM 54%
Segundo o Boletim Estatístico do Banco de Portugal, entre 2005 e 2008, o "Activo" de Portugal no estrangeiro, ou seja, tudo aquilo que o País possui no exterior, aumentou apenas 29.353,9 milhões de euros, ou seja, somente 11,6%, enquanto o "Passivo" de Portugal ao estrangeiro, ou seja, a Divida Bruta (aquilo que o País deve ao estrangeiro) cresceu em 86.203,6 milhões de euros. A Divida Liquida do nosso País ao estrangeiro, que se obtém subtraindo ao "Activo" do País o "Passivo" do País, aumentou em 56,849,7 milhões €, atingindo, em 2008, 161.531 milhões de euros. Como consequência, a Divida Bruta (o "Passivo" do País), em 2008, era 2,67 vezes superior ao PIB, ou seja, a toda a riqueza criada em Portugal nesse ano. E a Divida Liquida do País ("Passivo" menos "Activo"), medida em percentagem do PIB, cresceu de 70,2% para 97,2%. Por outras palavras, O "Passivo" do País ao exterior (aquilo que ele deve ao estrangeiro) é já superior ao seu "Activo" no estrangeiro (o que tem a haver do estrangeiro) em 161.531 milhões €.
 
EM 2008, O CRÉDITO BANCÁRIO APLICADO NO IMOBILIÁRIO E NA HABITAÇÃO ERA DEZ VESES SUPERIOR AO CRÉDITO APLICADO NA AGRICULTURA E NA INDÚSTRIA
De acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal no seu Boletim Estatístico de Março de 2009, em 2004, o crédito concedido às actividades essencialmente produtivas, ou seja, à Agricultura, Pesca e Indústria Transformadora era apenas de 13.705 milhões de euros, enquanto o concedido às empresas de construção, actividades imobiliárias e à habitação somava 112.758 milhões de euros, ou seja, 8,2 vezes mais. Esta situação agravou-se ainda mais durante os quatro anos de governo Sócrates. No fim de 2008, o credito total concedido à Agricultura, Pesca e à Industria Transformadora somava apenas 16.455 milhões de euros, enquanto o concedido a empresas de construção, actividades imobiliárias e à habitação totalizava já 168.701 milhões de euros, ou seja, 10,2 vezes mais. Por outras palavras, o crédito concedido à Agricultura, Pesca e Industria Transformadora representava apenas 6,6% do crédito total (entre 2004 e 2008, diminuiu de 7,9% para 6,6%), enquanto o credito concedido às empresas de construção, actividade imobiliária e à habitação representava, em 2008, 67,9% do credito total concedido pelo sistema bancário (entre 2004 e 2008, aumentou de 65,1% para 67,9%).
 
por Eugénio Rosa, Resistir.info


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A problemática da informação

 

 

 


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Sexta-feira, 20 de Março de 2009
A realidade da Cisjordânia aos olhos da CBS

 

 

2.ª Parte

 

Como comentário se poderá dizer que se trata de uma visão substancialmente diferente da que é dada a conhecer habitualmente pelo discurso oficial.
 


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Quinta-feira, 19 de Março de 2009
3 millions de manifestants en France

 

Les cadres, parmi lesquels beaucoup n'avaient jamais manifesté, étaient au rendez-vous du défilé entre la place de la Bastille et la Nation, à Paris jeudi 19 mars.

Reportage réalisé par Stéphane Mazzorato et Jonathan Parienté.
 
 
 Grandioso
 


publicado por codigo430 às 20:20
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Greve geral em França

 

Com adesão crescente:

Manifestations - Plus de monde que le 29 janvier

   
   
   
  
   


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Quarta-feira, 18 de Março de 2009
Maioria inequívoca da população defende serviços públicos com gestão municipal

 

STAL DIVULGA PRIMEIRA SONDAGEM NACIONAL SOBRE ÁGUA, SANEAMENTO E RESÍDUOS

 

Uma grande maioria dos portugueses (69%) não concorda com a privatização ou gestão privada dos serviços de abastecimento de água e saneamento, apontando três razões principais: «a água é de todos» (75,5%), é um «serviço público essencial» (65%), «as pessoas com menores rendimentos deixariam de ter acesso à água» (57,1%). Estes são resultados obtidos pela sondagem/Marktest encomendada pelo STAL e realizada entre os dias 6 e 15 de Janeiro.

Com o presente estudo de opinião, o primeiro conhecido em Portugal sobre a opinião dos portugueses acerca da privatização dos sistemas de água, saneamento e resíduos sólidos urbanos, o STAL – Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, pretendeu não só determinar o grau de concordância da população com os processos de privatização no sector e retirada das correspondentes competências aos municípios, mas igualmente medir o grau de cobertura e satisfação e identificar os critérios mais importantes para os utentes na gestão destes serviços.


Satisfação elevada
com gestão pública

No universo da sondagem, regista-se uma ampla cobertura dos serviços em análise, similar aos dados estatísticos nacionais: abastecimento de água (89.8%); recolha e tratamento do lixo (82.9%); saneamento e esgotos (79.7%); recolha selectiva de lixo (71.9%).
A esmagadora maioria dos inquiridos (93,9%) beneficia de pelo menos um serviço prestado por entidades públicas. Só 22,2 por cento afirmaram utilizar um serviço (água, saneamento, recolha ou tratamento de lixo) prestado por empresas privadas.
É no sector dos resíduos urbanos que o peso dos privados se faz sentir mais, tendo sido assinalado por 15,8 por cento das respostas. A sua presença no abastecimento de água foi notada por nove por cento, enquanto na actividade de saneamento apenas 3,6 por cento dos inquiridos afirma serem servidos por empresas privadas.
A sondagem revelou que a maioria da população está satisfeita ou muito satisfeita com os serviços prestados. Numa escala de zero a dez, a classificações médias mais elevadas foram atribuídas aos serviços de água, designadamente em relação à «continuidade do fornecimento de água» (8.0) e à «qualidade da água distribuída» (7.4). No primeiro critério, 36,2 por cento declararam-se «satisfeitos» e 40,6 «muito satisfeitos», enquanto no segundo critério 40,4 por cento estão «satisfeitos» e 30,5 por cento «muito satisfeitos».
De forma geral, a «facilidade de contacto» é também apreciada pelos utentes, com uma classificação média de 6.4 valores, notando-se uma menor satisfação com «o tipo de informação fornecida pelos serviços» (5.9), com a «higiene dos contentores» (5.6) e com «os valores facturados» (5.5).


Água é um direito
Não à privatização!

O estudo mostrou uma opinião praticamente unânime sobre a importância da água como bem essencial à vida humana.
Questionados sobre a afirmação de que «o acesso à água é um direito que deve ser assegurado a todas as pessoas independentemente da sua condição económica e social e da região onde habitem», 99 por cento dos inquiridos manifestaram a sua concordância.
Estabelecendo uma relação entre a garantia deste direito e a gestão pública do serviço, uma clara maioria (69%) não quer que os serviços de abastecimento de água e saneamento sejam privatizados, geridos por empresas privadas.
Dos que assim responderam, 88,2 por cento valorizam o facto de que «água é de todos», 83,2 que se trata de «um serviço público essencial» e 77,4 por cento considera que a privatização põe em causa «o acesso à água de pessoas de menores rendimentos». De igual modo, foram registadas percentagens significativas relativamente a outras consequências da privatização: «os preços aumentam mais do que esperado» (72,3%); «os direitos dos trabalhadores diminuem» (66,3%); «a qualidade do serviço diminui (65,3); «os lucros passarão a estar em primeiro lugar (62,1%).


Manter as competências
dos municípios

Em coerência com a defesa clara do serviço público com gestão pública municipal, 79,4 por cento dos inquiridos não concordam com a retirada das competências às câmaras na gestão da água, tratamento de esgotos e definição dos preços, as quais o governo pretende transferir para empresas onde as autarquias perdem capacidade de decisão.
Os que partilham esta opinião afirmam que as «Câmaras são mais atentas às necessidades da população» (25,2%); que os «serviços fornecidos pelas Câmaras são bons» (11%), que caso deixem de os prestar «os preços vão aumentar» (10,5%); que as câmaras são a garantia da continuação do «serviço público» (10,5%); que «os serviços são mais bem geridos localmente» (10,1%).
Pelo contrário, para sete em cada dez inquiridos (73,4%), consideram que a retirada desta competência não contribuiria para melhorar o serviço de abastecimento de água e saneamento, uma vez que as câmaras municipais são quem melhor «conhece as necessidades da população».


Ambiente de qualidade

Uma expressiva maioria de pessoas (86,7%) respondeu que a protecção do meio ambiente constitui uma característica «importante» ou «muito importante» da gestão dos serviços públicos. Seguem-se como critérios prioritários a «qualidade» (85,9%); «universalidade de acesso» (83,5%); «boas condições de trabalho dos funcionários» (81,9%); «participação dos cidadãos» (80%); «transparência das decisões» (72,6%).


Portugueses discordam
das opções do governo

A sondagem encomendada pelo STAL mostra assim claramente que cerca de três quartos da população portuguesa discordam de forma fundamentada com a privatização do sector da água e saneamento e consideram que a sua gestão não deve ser retirada às autarquias locais.
Num momento em que o actual governo, prosseguindo e aprofundando políticas anteriores, pretende transformar a água e outros serviços públicos de âmbito local em mercadorias como as demais, os portugueses afirmam inequivocamente que a água, saneamento e resíduos sólidos são direitos sociais e humanos que não podem ser reduzidas à mera lógica do lucro e expressam a sua confiança nas autarquias enquanto órgãos democráticos para continuarem a assegurar estes serviços essenciais.
 
 


publicado por codigo430 às 00:00
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Segunda-feira, 16 de Março de 2009
O Sócrates julga-se original!

 

 

Mas não é. Cada vez ficam mais claros os modelos onde se inspira.
 


publicado por codigo430 às 12:00
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Domingo, 15 de Março de 2009
China teme por su inversión en EE.UU.

 

El primer ministro de China, Wen Jiabao, expresó su preocupación por la enorme inversión que su país ha hecho en Estados Unidos en bonos del tesoro y otros títulos de deuda.

China -que ha invertido de forma masiva en todo tipo de bonos- le pidió a ese país que mantenga su credibilidad como nación.

 

"Nosotros hemos otorgado una inmensa cantidad de préstamos a Estados Unidos. Claro que estamos alertas sobre la seguridad de nuestros activos. Para serles sinceros, estoy un poco preocupado", dijo Wen durante una conferencia de prensa que se llevó a cabo al final de la sesión anual del Parlamento, considerado el principal evento político del año.

 

Según Mark Gregory, reportero económico de la BBC, en la actualidad China posee un billón (un millón de millones) de dólares en bonos del tesoro y otros títulos de deuda de Estados Unidos

 

En 2008, China se convirtió en el principal acreedor de bonos del Tesoro de Estados Unidos, por encima de Japón. A septiembre de ese año, esa deuda en bonos ascendía a US$585.000 millones.

 

Según Marcelo Justo, analista de la BBC, además de ser el principal acreedor de Estados Unidos, "China es el primer país que insinúa un desenlace brutal de la actual crisis: es decir, la posibilidad de que el primer deudor planetario, Estados Unidos, entre en default o cesación de pagos."

 

El monto total de la deuda estadounidense, a principios de marzo de 2009, era de US$10.942.165.294.650,89 (es decir, casi once millones de millones de dólares).

BBC
Com toda a "preocupação" e diplomacia, mas o que a China lá vai dizendo é que os EUA é que são os devedores...
 


publicado por codigo430 às 06:19
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Sábado, 14 de Março de 2009
China principal acreedor de EE.UU.

 


Japón y China los dueños de más del 40% de las participaciones estadounidenses.
 El Tesoro de los Estados Unidos anunció que China ha superado a Japón como el mayor acreedor foráneo de su gobierno.
El resultado es que ahora el Tesoro de EE.UU. le debe más a China que a cualquier otro país. "Ésta es otra señal de la importancia que el país asiático está tomando en la economía global y sus participaciones masivas en activos estadounidenses reflejan esa política", dice Walker.
BBC
São profundas as mudanças que ocorrem no mundo... Sem que a generalidade dos seus habitantes dê conta delas.
 


publicado por codigo430 às 18:00
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Sexta-feira, 13 de Março de 2009
Aconteceu em Gaza

 


 

El 19 de diciembre de 2008, el movimiento Free Gaza zarpó desde Chipre en dirección a Palestina.

Nuestro objetivo era romper el bloqueo israelí sobre la franja de Gaza.

 

Fuimos los últimos extranjeros que lograron entrar y quedarse en Gaza.

Nos vimos envueltos en algo que nadie se esperaba.

 


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Quarta-feira, 11 de Março de 2009
Tragédia numa escola da Alemanha

 

 A chanceler alemã Angela Merkel condenou esta quarta-feira a «incompreensível» matança de Winnenden, onde um rapaz de 17 anos baleou mortalmente 15 pessoas, antes de ser abatido pelas autoridades germânicas. «É um dia de luto para toda a Alemanha», declarou - Sol
Condenou e fez bem. Desde que isso não seja um mero expediente para impedir a sociedade alemã de reflectir profundamente sobre si mesma e interrogar-se sobre o que é que se passa para que do seu interior surjam criminosos assim (adolescentes, no caso)?
 Até porque já não é a primeira vez que crimes deste género ocorrem:
Contudo, não é a primeira vez que os germânicos assistem a uma catástrofe semelhante. Em 2002, um antigo aluno de uma escola de Erfurt, na Turíngia, matou 17 pessoas antes de se suicidar. Quatro anos depois, outro ex-aluno de uma escola de Emsdetten matou-se após ferir onze alunos. - Sol
 


publicado por codigo430 às 17:42
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Terça-feira, 10 de Março de 2009
Alarming rise in Afghan civilian casualties - 9 March 09

 

 

The number of civilians killed in fighting between the Taliban and foreign forces in Afghanistan is rising.

The United Nations says the toll in 2008 was 40 per cent more than in the previous year, and things could get worse with the arrival of more US troops.
Urge terminar com a guerra e com a ocupação do Afeganistão. E não é enviando mais tropas para lá que isso se faz!
 


publicado por codigo430 às 12:37
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Sábado, 7 de Março de 2009
Protestos nas Filipinas contra os militares dos EUA

 

E contra as constantes violações de mulheres filipinas pelos militares estado-unidenses
People hold a demonstration near the Malacanang Presidential Palace in Manila, Philippines, March 4, 2009. The demonstrators on Wednesday slammed Philippine President Gloria Macapagal-Arroyo for her continued support for the Visiting Forces Agreement with the United States. (Xinhua/Luis Liwanag)
   

 



publicado por codigo430 às 23:00
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Quinta-feira, 5 de Março de 2009
Os consumidores estarão satisfeitos?

 

Lucros da Galp superam expectativas

Os  lucros da Galp Energia subiram 14 por cento para 478 milhões de euros, em 2008, superando a expectativa dos analistas.
tsf

Resultados de 2008 da EDP são «únicos», diz António Mexia

O lucro obtido em 2008 pela EDP é «único» e mostra que a empresa conseguiu atingir os objectivos traçados, disse o presidente-executivo da empresa, no dia em que foi divulgado um aumento de 20 por cento dos lucros da eléctrica, atingindo o valor recorde de 1.092  milhões de euros.
tsf
Bom, falta averiguar a opinião dos consumidores. As notícias nada dizem. Será que estarão satisfeitos?
 
Cada vez mais portugueses com água e electricidade cortadas por falta de pagamento
Portugueses que não conseguem pagar as facturas da água, electricidade e gás tornou-se um cenário «cada vez mais frequente», garante a associação de defesa dos consumidores Deco, que atribui a situação à crise económica
Sol


publicado por codigo430 às 21:11
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A China vai começar a vender dólares das suas reservas monetárias.

 

The country has about $1.95 trillion in foreign exchange reserves, the world's largest.

 

The government will use its abundant foreign exchange reserves to boost imports and domestic demand as part of its efforts to check the economic slowdown caused by the global financial crisis.

 

Addressing a press conference yesterday, Fang Shangpu, deputy director of the State Administration of Foreign Exchange (SAFE), said the administration would introduce more measures to support Chinese firms to expand overseas, too.

 

But the government is determined to keep the yuan's rate "generally stable", another SAFE official said.

 

Fang's remarks confirm what Premier Wen Jiabao told the World Economic Forum in Davos last month - that China could use its foreign exchange reserves to boost the domestic market.

 

 

As a step toward that, the government will send a business delegation to four European countries later this month with purchase orders worth 15 billion yuan ($2.2 billion) for technologies, equipment and other goods.

Continuar a ler
As compras chinesas podem ser uma boa notícia para a periclitante economia europeia e mundial!

Em contrapartida, poderá acarretar reflexos negativos para o dólar, como alguns receiam.

 

A ver vamos como se desenrolarão os acontecimentos neste mar revolto de contradições.

 E a China saiu às compras
Aqui na Suiça.
Aqui na Inglaterra. A visiting Chinese business delegation sealed deals amounting to $2 billion with British firms in London...
Ninguém imaginaria uma coisa destas apenas há uns anos atrás. A China a fazer de salva-vidas da economia europeia.
Mas a questão que para aqui interessa é saber se será suficiente?
 


publicado por codigo430 às 00:00
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Quarta-feira, 4 de Março de 2009
A crise nos países bálticos e na Ucrânia

 

 

 Depois de usados, parece que foram abandonaos à sua sorte....
 


publicado por codigo430 às 12:15
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Pensar o impensável!

 

The War Room "Economic 911"

Nos Estados Unidos já se debatem publicamente os piores cenários. E numa televisão, a FOX  no dia 20 de Fevereiro, ligada aos sectores mais poderosos e conservadores do poder político, económico e financeiro.

 

Fazem-no porque sempre é mais prudente estar preparado para o pior, mesmo que não aconteça, segundo se justificam.

 

Mas também pode ser que estejam apenas a tentar aterrorizar a opinião pública, afinal uma forma de controlo social utilizada ad nauseum na América do Norte.

  
   


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Domingo, 1 de Março de 2009
Davos 2009

 

As consequências de profunda crise em que lançaram o mundo fazem-se sentir cada vez mais.

 

E por todo o lado começa a crescer a sensação de que os governos e demais entidades com poder de decisão foram muito rápidos a socorrer os banqueiros.

 

Mas parece que nada ou muito pouco estão a fazer para apoiar outros segmentos da população, que começam a ser quem mais sofre muito embora não tenham responsabilidade alguma na crise.

 

Não é de admirar, por isso, que o descontentamento social já se esteja a manifestar em vários países e que possa vir a ser uma realidade em muitos mais.

 


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